
Embraer descarta demissões e mira tarifa zero nos EUA –Foto: Ricardo Beccari/Embraer
Nesta terça-feira (5), a Embraer descartou demissões no Brasil e reafirmou sua confiança em restaurar a tarifa zero nas exportações para os Estados Unidos.
O diretor-executivo Francisco Gomes Neto anunciou a meta durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre da companhia, em São José dos Campos.
“Voltamos para uma situação mais gerenciável. Estamos mantendo o guidance do ano e, por isso, não há plano de corte de pessoal”, afirmou Neto.
A Embraer escapou de uma taxação de 50% imposta pelos EUA. Atualmente, paga 10% sobre aviões e peças vendidas ao mercado norte-americano.
Mesmo assim, a empresa já incluiu esse custo, de US$ 65 milhões, em suas projeções. Segundo Neto, 80% desse impacto virá no segundo semestre.
A companhia emprega 18 mil pessoas no Brasil e quase 3 mil nos EUA. No total, sua cadeia americana envolve 13 mil trabalhadores.
“Nosso objetivo é restaurar a tarifa zero, como foi por mais de 40 anos. Negociamos com o governo brasileiro e diretamente com os EUA”, disse Neto.
A Embraer aposta nos investimentos planejados para o território americano como argumento. Até 2030, prevê aplicar US$ 500 milhões e abrir 5,5 mil vagas.
Caso o KC-390 entre na frota militar dos EUA, estima-se mais US$ 500 milhões em investimentos e 2,5 mil empregos.
No segundo trimestre, a empresa entregou 61 aeronaves. A carteira de pedidos chegou a US$ 29,7 bilhões, o maior valor da história da Embraer.
Por fim, Neto destacou que os aviões E175 são estratégicos para a aviação regional dos EUA e projetam um superávit de US$ 8 bilhões até 2030.
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