PUBLICADO EM 23 de mar de 2026

Desemprego na Argentina atinge maior nível pós-pandemia

Desemprego na Argentina chega a 7,5% no fim de 2025, maior nível desde a pandemia, com alta da informalidade e perda de empregos formais

Desemprego na Argentina atinge maior nível pós-pandemia

Desemprego na Argentina atinge maior nível pós-pandemia

A taxa de desemprego na Argentina registrou 7,5% no último trimestre de 2025. Assim, o país alcançou o maior nível para o período desde 2020.

Segundo o Indec, o índice subiu 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período anterior. Dessa forma, o levantamento confirma a deterioração recente do mercado de trabalho.

A pesquisa considerou 31 aglomerações urbanas e abrangeu cerca de 30 milhões de pessoas. Portanto, os dados refletem parcela significativa da população argentina analisada oficialmente.

Além disso, o Indec apontou aumento da informalidade, com 5,8 milhões de pessoas nessa condição. Consequentemente, o trabalho precário avançou em relação ao trimestre anterior analisado.

Especialistas atribuem esse cenário à redução de vagas assalariadas no setor privado. Conforme relatório do Cepa, houve corte de 194.212 postos formais.

Com isso, a qualidade do emprego se deteriorou nos últimos anos. Assim, a precarização do trabalho se consolidou como tendência crescente na economia argentina.

Economistas afirmam que o aumento do desemprego decorre da política econômica adotada por Javier Milei. Nesse contexto, a abertura comercial afetou a indústria nacional.

Principalmente, pequenas e médias empresas do setor têxtil relatam concorrência desleal com produtos importados. Dessa maneira, a produção local perdeu espaço no mercado interno.

Em fevereiro, o fechamento da fabricante de pneus Fate gerou forte repercussão nacional. A empresa demitiu 920 trabalhadores e encerrou operações industriais em Buenos Aires.

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