
Custo da cesta básica sobe em 16 capitais, aponta DIEESE – Foto: Valter Campanato
O DIEESE divulga, mensalmente, a pesquisa da cesta básica em 27 capitais. Em outubro, 16 cidades registram alta nos preços, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias.
Em seguida, o levantamento revela que os maiores aumentos ocorrem em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%), Florianópolis (1,66%), Rio Branco (1,62%), Porto Alegre (1,49%), Goiânia (1,41%) e Fortaleza (1,38%).
Além disso, São Paulo lidera o ranking do maior custo: R$ 847,14. Na sequência, aparecem Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37).
Por outro lado, no Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios são registrados em Aracaju (R$ 550,18), Maceió (R$ 592,25), Salvador (R$ 606,39) e Recife (R$ 608,03).
O DIEESE também atualiza o cálculo do salário mínimo ideal. O valor considera o custo da cesta mais cara e a Constituição, que assegura renda para alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer.
Dessa forma, o salário mínimo necessário em outubro deveria ser de R$ 7.116,83, o que representa 4,69 vezes o piso atual de R$ 1.518,00, insuficiente para cobrir despesas básicas.
Para comparação, em setembro o valor ideal calculado era de R$ 7.075,83, equivalente a 4,66 vezes o salário vigente, o que confirma a tendência de alta no custo de vida.
Assim, o estudo evidencia o impacto direto da inflação dos alimentos sobre o poder de compra da classe trabalhadora, pressionando rendas e ampliando desigualdades.
Por fim, a pesquisa reforça o debate sobre políticas de valorização salarial, controle de preços e medidas de proteção social para garantir dignidade e segurança alimentar no país.
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