PUBLICADO EM 11 de nov de 2025

Custo da cesta básica sobe em 16 capitais, aponta DIEESE

DIEESE registra alta da cesta básica em 16 capitais em outubro. São Paulo lidera custo. Salário mínimo ideal deveria chegar a R$ 7.116,83 para suprir necessidades básicas

Custo da cesta básica sobe em 16 capitais, aponta DIEESE – Foto: Valter Campanato

O DIEESE divulga, mensalmente, a pesquisa da cesta básica em 27 capitais. Em outubro, 16 cidades registram alta nos preços, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias.

Em seguida, o levantamento revela que os maiores aumentos ocorrem em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%), Florianópolis (1,66%), Rio Branco (1,62%), Porto Alegre (1,49%), Goiânia (1,41%) e Fortaleza (1,38%).

Além disso, São Paulo lidera o ranking do maior custo: R$ 847,14. Na sequência, aparecem Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37).

Por outro lado, no Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios são registrados em Aracaju (R$ 550,18), Maceió (R$ 592,25), Salvador (R$ 606,39) e Recife (R$ 608,03).

O DIEESE também atualiza o cálculo do salário mínimo ideal. O valor considera o custo da cesta mais cara e a Constituição, que assegura renda para alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer.

Dessa forma, o salário mínimo necessário em outubro deveria ser de R$ 7.116,83, o que representa 4,69 vezes o piso atual de R$ 1.518,00, insuficiente para cobrir despesas básicas.

Para comparação, em setembro o valor ideal calculado era de R$ 7.075,83, equivalente a 4,66 vezes o salário vigente, o que confirma a tendência de alta no custo de vida.

Assim, o estudo evidencia o impacto direto da inflação dos alimentos sobre o poder de compra da classe trabalhadora, pressionando rendas e ampliando desigualdades.

Por fim, a pesquisa reforça o debate sobre políticas de valorização salarial, controle de preços e medidas de proteção social para garantir dignidade e segurança alimentar no país.

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