PUBLICADO EM 01 de mar de 2026

“Cuba sí, bloqueo no”: Ricardo Patah participa evento da CSA em defesa de Cuba

Saiba como as lideranças sindicais debatem os impactos do bloqueio econômico em Cuba e a necessidade de defesa da soberania.

Ricardo Patah em evento em defesa de Cuba

Ricardo Patah em evento em defesa de Cuba

Representantes sindicais de mais de 20 países das Américas, Europa e África participaram, nesta sexta-feira (27), na Cidade do México, de um ato internacional de solidariedade a Cuba organizado pela Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA).

O encontro reafirmou o compromisso do movimento sindical internacional com o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto ao país e aprovou uma moção de apoio.

Dirigentes sindicais destacaram que a solidariedade deve se traduzir em ações concretas e coordenadas, enquanto representantes cubanos agradeceram o respaldo e denunciaram os impactos do bloqueio sobre a economia e a população. O ato reforçou a defesa da soberania, do direito internacional e da autodeterminação dos povos.

O presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, representou as centrais sindicais brasileiras. Ele destacou a histórica cooperação médica cubana com o Brasil e afirmou que o sindicalismo brasileiro promoverá novas mobilizações em respaldo à ilha. Representantes cubanos agradeceram o apoio e denunciaram os impactos do bloqueio sobre a economia e a população, reforçando a defesa da soberania, do direito internacional e da autodeterminação dos povos.

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A atividade teve como eixo o slogan Cuba sí, bloqueo no, reafirmando a posição histórica de solidariedade dos movimentos sindicais latino-americanos contra o bloqueio econômico imposto à ilha. O debate destacou a importância de fortalecer ações de caráter humanitário, social e político que contribuam para o desenvolvimento do povo cubano, especialmente diante das dificuldades estruturais enfrentadas pelo país.

Cartaz Cuba sí, bloqueo no, da CSA.

Cartaz Cuba sí, bloqueo no, da CSA.

Cooperação internacional

Durante sua intervenção, Ricardo Patah ressaltou ainda a necessidade de ampliar a cooperação internacional baseada na justiça social e na defesa da soberania dos povos. Segundo ele, o movimento sindical não deve restringir sua atuação apenas às pautas trabalhistas tradicionais, mas também dialogar com temas que impactam diretamente as condições de vida da classe trabalhadora em âmbito global.

Ele citou como exemplo o Programa Mais Médicos, que contou com a participação de profissionais cubanos e desempenhou papel fundamental na ampliação do acesso à saúde em regiões periféricas e municípios de difícil provimento no Brasil.

“O movimento sindical tem responsabilidade histórica de defender a vida, a dignidade e os direitos sociais. A solidariedade entre os povos precisa se traduzir em ações práticas que impactem positivamente a população, especialmente nas áreas de saúde, educação e proteção social”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que a integração regional deve estar fundamentada na democracia, na autodeterminação e na construção de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. Para ele, a defesa de Cuba no cenário internacional representa também a defesa do princípio de que nenhum povo deve ser penalizado por disputas geopolíticas.

1º de Maio de 2026

Patah anunciou que o debate sobre Cuba e a soberania dos povos estará presente nas mobilizações do 1º de Maio de 2026, organizadas pelas centrais sindicais brasileiras. A proposta é ampliar a pauta para além das reivindicações salariais e trabalhistas, incorporando temas de caráter internacional e humanitário.

O evento promovido pela CSA consolida-se como espaço estratégico de articulação continental, reunindo entidades comprometidas com a cooperação internacional e o fortalecimento das relações entre trabalhadores das Américas.

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