
Havana, Cuba, 16 de janeiro de 2026. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel e outras autoridades acenam para os manifestantes que marcham em frente à embaixada dos EUA. Foto: Daniel Delgado/People’s World
Por Daniel Delgado e Ellen von zur Muehlen
HAVANA — A recente escalada de Trump contra Cuba, ameaçando impor tarifas a países que comercializam petróleo com a ilha, está agravando as dificuldades na nação insular e motivando a comunidade internacional de solidariedade a agir.
Desde o sequestro do presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, a administração MAGA voltou sua mira com ainda mais intensidade para Cuba, com Marco Rubio liderando um cerco total à soberania não apenas da nação caribenha, mas de toda a América Latina.
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Embora Cuba suporte um bloqueio há mais de 60 anos, nos últimos anos teve de enfrentar uma pressão redobrada do colosso ao norte — desde sua inclusão na espúria Lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo até o que agora equivale a um bloqueio virtual do petróleo. Os efeitos dessa pressão são palpáveis na ilha: longas filas por combustível, apagões severos, atrasos na coleta de lixo e escassez de equipamentos e suprimentos médicos essenciais.
Ainda assim, ao acompanhar a mídia dos EUA, tem-se a impressão de que Cuba enfrenta esses desafios de braços cruzados, esperando o golpe final que a colocará de joelhos. Jornalistas corporativos distorcem a narrativa com base em aparentemente nenhuma evidência, sugerindo que a população cubana está à beira da fome em massa, que todos os serviços públicos deixaram de funcionar, e que a nação aguarda um herói externo para livrá-la de seu sofrimento.
Isso está longe da verdade.
Essa narrativa não apenas exagera as condições reais no país, como também obscurece as medidas racionais e criativas que o governo e o povo cubanos vêm adotando ativamente para não apenas mitigar os efeitos da crise, mas também construir um futuro mais independente e sustentável.
Ativistas da solidariedade devem ter cautela para não reproduzir os clichês da mídia corporativa, que retratam a ilha como um vestígio sem esperança de uma era passada, agora em total declínio. À medida que o movimento de solidariedade a Cuba se mobiliza para responder ao momento e levar apoio ao povo cubano, é crucial que os ativistas disponham de informações corretas e precisas, além de uma visão de mais longo prazo.
Alguns envios de alimentos ou bens médicos proporcionarão alívio de curto prazo e serão uma contribuição bem-vinda, mas é necessário um horizonte mais amplo. A ajuda humanitária pode ser útil, porém não resolverá os problemas econômicos estruturais que Cuba enfrenta como resultado do bloqueio, que limita sua capacidade de desenvolvimento autônomo e de comércio internacional.
Ações de solidariedade fariam bem em seguir o exemplo do governo e do povo cubanos para ajudar a cocriar um sistema energético nacional mais forte e soberano.
O que Cuba está fazendo?
A dependência de petróleo importado torna Cuba vulnerável a ataques do tipo que Trump, instigado por Rubio, vem promovendo. Por isso, o foco nacional está na construção de uma rede energética autônoma, sustentada por energias renováveis e pela produção nacional de petróleo.
Com a cooperação tanto da Rússia quanto da China, Cuba está expandindo suas capacidades de energia solar e eólica, além de modernizar suas usinas termelétricas. O governo não está apenas desenvolvendo grandes parques solares para abastecer a rede nacional, mas também instalando painéis para eletrificar residências em áreas rurais remotas, com o objetivo de alcançar acesso total à eletricidade para toda a população. Além disso, o governo está oferecendo opções de financiamento favoráveis para indivíduos de setores estratégicos, como saúde e educação, adquirirem painéis solares para suas casas.
Embora o conhecimento técnico e os próprios painéis solares sejam fornecidos pela China, Cuba também está formando uma força de trabalho especializada em diversos aspectos do desenvolvimento de energias renováveis. Trata-se de mais um passo rumo à soberania energética e de um investimento em recursos humanos que, no futuro, permitirá que Cuba ajude outras nações a desenvolver seus próprios setores de energia renovável.
Em uma recente coletiva de imprensa nacional, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que, além dos mais de 1.000 megawatts adicionados ao sistema elétrico nacional em 2025, “pretendemos acrescentar número semelhante neste ano, o que nos permitirá alcançar níveis acima de 15 ou próximos de 20% de nossa geração elétrica a partir de fontes renováveis”.
No ritmo atual, Cuba deverá atingir sua meta original de 25% de energia renovável até 2030, alguns anos antes do previsto. O país também possui reservas significativas de cobalto e níquel, o que lhe dá potencial para, com maior desenvolvimento de sua capacidade industrial, produzir seus próprios painéis solares, veículos elétricos e tecnologias de baterias.
Outra política voltada para o futuro é o incentivo a residências e empresas que adquiriram seus próprios sistemas de geração solar e eólica a praticarem a cogeração. Isso significa que cidadãos e empresas privados podem utilizar sua energia excedente (gerada por painéis solares ou turbinas eólicas) para compartilhá-la com vizinhos ou vendê-la de volta à rede nacional.
Esses exemplos mostram que Cuba já compreendeu há algum tempo que seu futuro está nas energias renováveis e na produção nacional autônoma de energia, tecnologia e outros recursos. A agressiva petropolítica dos Estados Unidos, encapsulada no slogan de campanha “drill, baby, drill”, por outro lado, é evidência de sua visão de mundo míope e retrógrada.
Vistos à luz desses fatos, Cuba é mais do que uma suplicante passiva, esperando que a ajuda humanitária traga petróleo ou outros itens essenciais de volta às suas costas. Trata-se de uma nação que está se adaptando à escassez artificial de petróleo criada pelo bloqueio intensificado de Trump e Rubio e se preparando de forma racional para um futuro independente dos combustíveis fósseis, capaz de enfrentar tanto os desafios políticos quanto os ambientais que certamente virão.
Um sinal dos tempos de mudança pode ser visto em toda Havana — cidade conhecida por seus carros americanos antigos — onde os táxis coletivos usados pelas pessoas em seus deslocamentos diários estão mudando rapidamente. Se antes eram, em geral, Chevrolets da década de 1950, grandes consumidores de gasolina, cada vez mais os cubanos estão utilizando novos triciclos elétricos chineses.
Imperialismo vs. Internacionalismo
Destacar as formas de resistência de Cuba e seu planejamento voltado para o futuro não significa negar os efeitos materiais reais do bloqueio intensificado na vida dos cubanos. Atualmente, Cuba ainda está longe de alcançar suas metas planejadas de independência energética, e o impacto da escassez de combustível na vida das pessoas é real e pesado; os cubanos estão lidando com realidades difíceis que ninguém deveria ter de enfrentar.
Os Estados Unidos utilizam sua hegemonia financeira e econômica para impedir que a nação insular participe plenamente do mercado mundial, cortando, por exemplo, seu acesso à moeda dólar. Cuba também precisa depender do comércio com parceiros geograficamente distantes, como Rússia e China, o que eleva os preços das mercadorias.
Um exemplo dessas dificuldades é a escassez de gás que alguns cubanos enfrentam para cozinhar em seus fogões domésticos. Cozinhar sobre uma fogueira de carvão pode ser uma forma agradável de passar uma tarde de sábado no parque, mas não é uma maneira viável de preparar o jantar em um apartamento no quarto andar em Havana. Ainda assim, é a isso que alguns cubanos têm recorrido diante da crescente falta de gás.
Como explicou um jovem pesquisador cubano do Instituto de Filosofia em Havana, há duas formas de distribuição do gás para fogões à população: por meio de linhas diretas de gás — disponíveis apenas em alguns edifícios das zonas mais antigas da capital — ou pela distribuição de botijões de gás liquefeito. Embora o governo forneça esses botijões aos cidadãos por meio de seu sistema de distribuição socializado, falhas no sistema nacional de refino — resultado do desgaste que não pode ser facilmente reparado devido à dificuldade de acesso a peças e maquinário — têm significado que não há gás liquefeito suficiente para todos, e a importação desses botijões implica preços mais altos.
“A última vez que tive acesso a um botijão foi em 6 de junho do ano passado”, explicou o pesquisador. “No mercado informal, um botijão cheio custa cerca de 18.000 pesos cubanos, um valor que meu salário modesto como pesquisador em uma instituição estatal não consegue cobrir.” Como resultado, ele comentou que teve de mudar sua dieta e seus hábitos. Morando sozinho e precisando aproveitar ao máximo o tempo da semana para avançar em seu trabalho no Instituto de Filosofia, ele se concentra em cozinhar durante os períodos do fim de semana em que há eletricidade em casa. “Também passei a incorporar mais produtos na minha alimentação que não precisam ser reaquecidos para consumo, como espaguete, pão e vitaminas de frutas com iogurte.”
As instituições e os serviços públicos, embora continuem funcionando, tiveram de adotar horários reduzidos e enfrentam falta de pessoal, já que trabalhadores que moram mais longe não conseguem encontrar transporte para chegar ao trabalho.
Isso adiciona pressão extra à vida do pesquisador com quem conversamos, que observou que, como seu laptop pessoal está quebrado, ele precisa realizar a maior parte de seu trabalho presencialmente no Instituto. Entre os horários limitados e as dificuldades de transporte, ele precisa sair extremamente cedo pela manhã e geralmente retorna para casa bastante tarde.
Assim, muitos cubanos se sentem frustrados ao ver que conquistas históricas que alcançaram — como saúde e educação universais e gratuitas — têm sido gradualmente comprometidas pelas privações materiais impostas externamente pelo cruel bloqueio dos Estados Unidos.
Esses problemas não serão resolvidos apenas com ajuda humanitária. Eles só podem ser solucionados por meio de medidas em nível estatal, com a concretização dos planos de longo prazo de Cuba. Então, como ativistas e amigos de Cuba podem ajudar?
Primeiro — e reiteramos que, embora lentilhas, medicamentos e equipamentos médicos, leite em pó e arroz constituam formas importantes e necessárias de alívio — o movimento de solidariedade a Cuba não deve ignorar a luta política em seu próprio país. Enquanto o bloqueio dos EUA estiver em vigor, Cuba continuará enfrentando dificuldades.
A remoção do embargo exigirá um ato do Congresso, e é exatamente aí que os ativistas devem concentrar sua energia. Devemos pressionar os congressistas a apoiarem o fim do bloqueio, juntando-nos à coalizão liderada pelo deputado Jim McGovern (Democrata de Massachusetts) e outros. Em 12 de fevereiro, McGovern apresentou o projeto de lei H.R. 7521 para revogar a base estatutária do embargo dos EUA contra Cuba. Os senadores Ron Wyden (Democrata do Oregon) e Jeff Merkley (Democrata do Oregon) apresentaram legislação semelhante no Senado.
Também são necessárias mobilizações políticas de massa. A agressão dos EUA contra Cuba não é um caso isolado — está profundamente relacionada a um aparato de política externa (em grande medida bipartidário) que utiliza intervenção e coerção de mercado para abrir caminho aos interesses empresariais dos Estados Unidos. Além de gerar sofrimento no exterior, essa política prejudica a classe trabalhadora norte-americana, já que vastos recursos militares são usados para sufocar outras nações, em vez de apoiar programas sociais internos. Trata-se também de uma tendência política que leva à maior transferência de empregos para o exterior, mais destruição ambiental e menos cooperação internacional positiva (por exemplo, em questões de saúde pública ou ambientais).
Aqui Cuba também tem muito a ensinar. Cuba é um parceiro internacional cobiçado, com um histórico de ajudar outras nações a se recuperarem de desastres climáticos e de fortalecer seus sistemas de saúde e educação. O internacionalismo cubano, baseado na cooperação e no respeito mútuo, existe de forma simbiótica com sua história de luta anti-imperialista.
Em janeiro, as ruas de Havana testemunharam duas grandes expressões da vontade política cubana, manifestando-se como fortes rejeições à agressão imperial dos EUA contra si próprios e contra sua nação irmã, a Venezuela. Em 16 de janeiro, meio milhão de cubanos marcharam pelo Malecón, passando em frente à embaixada dos EUA em Havana, em defesa de sua soberania e para homenagear os 32 combatentes cubanos mortos enquanto cumpriam seu serviço coordenado bilateralmente em Caracas.
Os sentimentos dos participantes variavam entre determinação solene, dor e tristeza, e indignação. Uma mulher ergueu o dedo médio em direção à embaixada dos EUA ao passar, enquanto discursos condenavam as ações criminosas do governo norte-americano na Venezuela e as ameaças contra Cuba.
As recentes marchas de massa nos Estados Unidos são poderosas e numerosas, mas precisam crescer exponencialmente em número e desenvolver uma mensagem mais unificada, além de uma crítica anti-imperialista mais contundente que conecte questões internas — como perda de empregos e inflação — com uma política externa violenta e dispendiosa, enraizada no complexo industrial-militar.
Ao vincular o fim do embargo a um chamado geral para construir uma economia de paz em vez de uma economia de guerra, os ativistas podem articular uma visão de relações internacionais centrada na classe trabalhadora. Nossa reivindicação, fundamentalmente, deve ser deixar Cuba em paz e, em vez disso, investir recursos em nossos próprios serviços sociais e no desenvolvimento econômico.
Solidariedade Sustentável a Cuba
Nossa luta por direitos básicos e melhorias econômicas nos EUA está fundamentalmente ligada à luta contra o imperialismo em escala mundial. Cuba também compreende isso. É por isso que suas lutas internas se concentram na independência energética e na ampliação de suas capacidades produtivas. É por isso que o trabalho de solidariedade, quando inclui o envio de ajuda, deve considerar que tipos de auxílio contribuirão diretamente para esse objetivo de longo prazo, além de oferecer o tão necessário alívio de curto prazo na forma de alimentos e medicamentos.
Essencialmente, a sabedoria aqui segue o velho ditado: se você dá um peixe a um homem, ele comerá por um dia; se você o ensina a pescar, ele comerá por toda a vida. No caso de Cuba, não é o conhecimento que falta, mas os meios materiais para uma produção autodeterminada e mais eficiente. Em vez de doar o peixe, deixe o barco de pesca inteiro.
À medida que ativistas e apoiadores de Cuba se mobilizam para arrecadar fundos e preparar o envio de bens à ilha, devem priorizar itens como painéis solares, estações de bateria de reserva e outras ferramentas e tecnologias que ajudem a reduzir a dependência do petróleo e a melhorar a resiliência energética.
Outras tecnologias que poderiam fazer diferença real incluem biodigestores. A crise do lixo poderia ser transformada em outra fonte de combustível por meio dessas tecnologias que convertem resíduos orgânicos em gás, que pode ser usado diretamente para cozinhar ou queimado para gerar eletricidade.
Outra forma que essa solidariedade sustentável pode assumir é a criação de parcerias diretas com indústrias produtivas, particularmente na agricultura e na manufatura. Por meio de parcerias com fazendas ou fábricas, grupos de solidariedade poderiam identificar as maiores necessidades em termos de tecnologia ou outros materiais e se comprometer a levar esses produtos também. Em outras palavras, a ajuda humanitária deve assumir a forma que mais fortaleça as instituições e indústrias cubanas para que possam prover, de maneira independente, as necessidades do país.
Esse modelo de solidariedade contrasta fortemente com a suposta ajuda que a administração Trump está distribuindo em colaboração com a Igreja Católica. Essa tentativa pouco disfarçada de minar ainda mais o tecido social cubano busca deslocar o papel e assumir funções que são responsabilidade do governo. Ao fazê-lo, promove propaganda antigovernamental, especialmente a narrativa de que o governo é incapaz ou não tem disposição para atender seu povo. Enquanto isso, mesmo quando Trump se gaba da eficácia de seu recente cerco a repórteres antes de embarcar no Air Force One, o chefe de missão da Embaixada dos EUA em Cuba, Mike Hammer, afirma que não existe embargo algum — muito menos um bloqueio — e encena preocupação com o povo cubano, tanto na ilha quanto na diáspora.
Como contraponto, embora o México tenha deixado de vender petróleo a Cuba sob a ameaça de tarifas dos EUA, forneceu ajuda humanitária de maneira que respeita a soberania da nação caribenha e de seus parceiros internacionais. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum enviou 800 toneladas de bens essenciais em coordenação com as autoridades cubanas, ao mesmo tempo em que denunciou a agressão extraterritorial do governo dos EUA contra países que comercializam petróleo com Cuba. Ela reafirmou o princípio da autodeterminação de todos os povos e nações, advertindo os EUA contra tentativas de mudança de regime e oferecendo-se para mediar negociações entre os dois países.
Resistência, Reciprocidade e Regeneração
Os problemas de Cuba não são intransponíveis. Com uma demanda máxima diária de cerca de 3.500 megawatts de energia para toda a nação, as necessidades cubanas podem, em teoria, ser atendidas com investimento moderado em infraestrutura energética soberana, baseada majoritariamente em fontes renováveis, além da modernização de suas usinas termelétricas. Para colocar em perspectiva, uma estimativa conservadora da demanda média contínua de energia nos Estados Unidos situa-se entre 400 e 500 mil megawatts, com picos superiores a 700 mil. Isso equivale a aproximadamente 1,4 quilowatt por pessoa, em média, nos Estados Unidos, em comparação com os 0,35 quilowatts por pessoa em Cuba em seu pico de demanda.
Embora os projetos em andamento de infraestrutura energética em Cuba sejam viáveis, especialmente com a urgência renovada em sua implementação, o prolongado bloqueio econômico deixou o país em uma situação precária para financiar essa transição. No entanto, é fundamental destacar como a organização social e econômica dos EUA produz desperdício e uso excessivo de recursos críticos, como a eletricidade. Em contraste, a distribuição racionalmente organizada de recursos em Cuba e sua priorização geral das necessidades humanas essenciais significam que o país possui a experiência e a visão necessárias para se desenvolver com maior eficiência e engenhosidade.
Embora grande parte da inventividade cubana resulte das limitações impostas pelo bloqueio, sua visão para superar suas circunstâncias singulares é mais generalizável do que se poderia imaginar. De fato, Cuba oferece uma visão de futuro na qual as necessidades humanas são priorizadas e o consumo de energia é eficiente e sensato. Enquanto isso, monopólios do petróleo e empresas privadas de serviços públicos nos Estados Unidos continuam a impulsionar artificialmente a demanda por energia e a incentivar o desperdício para garantir lucros cada vez maiores. Solidariedade com Cuba também significa aprender com seu sistema e reconhecê-la, em muitos aspectos, como líder em desenvolvimento ambiental e socialmente responsável.
Embora narrativas de sofrimento surjam legitimamente das críticas ao bloqueio, a manipulação midiática frequentemente as apropria para criar a impressão de inépcia estatal ou colapso social. Portanto, solidariedade também exige reconhecer e apoiar ativamente as estratégias criativas que Cuba já emprega para superar suas crises acumuladas. Um trabalho de solidariedade eficaz desafia diretamente o projeto imperial do bloqueio, conecta as lutas de Cuba às lutas da classe trabalhadora em casa e busca fortalecer os cubanos para que administrem e desenvolvam suas próprias soluções sustentáveis.
Daniel Delgado é estudante de pós-graduação na USC e membro do UAW Local 872.
Ellen von zur Muehlen é estudante de pós-graduação na UCLA e membro do UAW Local 4811.
Texto traduzido do People´s World por Luciana Cristina Ruy.
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