PUBLICADO EM 23 de fev de 2018
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Colunista João Guilherme Vargas Netto

W.O.

O movimento sindical dos trabalhadores e seus aliados venceram a batalha contra a deforma previdenciária por Walkover quando seu adversário desistiu da luta por fraqueza e outro interesse oportunista.

Mas isso não deve fazer que o movimento diminua a vigilância e o esforço de resistência porque o adversário não dorme e, como a cobra, troca de pele mas conserva o veneno.

A conjuntura política mudou e embora não tenha mudado diretamente para os trabalhadores é preciso refazer a hierarquia das tarefas imediatas e urgentes que se colocam para o movimento sindical no curso de suas campanhas e negociações salariais costumeiras.

Continua essencial a descida das direções sindicais, dos ativistas e dos auxiliares dos sindicatos às bases. Esta descida, sob a forma de assembleias nas entidades e nos locais de trabalho, deve garantir a aproximação entre cúpula e base em defesa dos interesses dos trabalhadores prejudicados pela lei celerada da reforma trabalhista.

A resistência à aplicação da lei celerada continua a ser a tarefa primordial nos locais de trabalho, na Justiça do Trabalho e no Congresso Nacional.

É preciso reforçar também as campanhas de sindicalização e ressindicalização, fidelizando os trabalhadores aos sindicatos e demais entidades e oferecendo a eles mais serviços de maneira inventiva não descriminando entre associados e não associados.

A busca legítima de recursos para os sindicatos deve ser intensificada por ocasião das assembleias e de eventuais campanhas salariais ou negociações coletivas. O esforço que o movimento sindical tem feito para cumprir, com inteligência, esta tarefa suscitou amplas matérias de cobertura da mídia (e ao mesmo tempo editoriais raivosos).

E, por último, mas não menos importante, devemos nos preocupar com a disputa eleitoral já engajada aproximando-nos de candidatos em todos os níveis e em quase todos os partidos capazes de aceitarem nossas reivindicações e de se comprometerem com elas, não apenas os candidatos “sindicaleiros”, o que estreitaria nosso esforço.

Uma das tarefas mais importantes é a de fazer constar nos programas partidários e dos candidatos as reivindicações e propostas mais relevantes e unitárias do movimento sindical colocando-o como protagonista em um projeto nacional democrático e produtivista.

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

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