
Explore as consequências das jornadas de trabalho longas e a luta pela redução da jornada
O vigésimo sexto artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais sindicais, é uma “Nota em defesa da redução da jornada de trabalho: eliminar as formas precarizantes de flexibilização“. O artigo é assinado por Samuel Nogueira Costa.
Com base em dados da PNAD Contínua (IBGE), o texto aponta que, entre 2012 e 2019, cresceu a proporção de trabalhadores sindicalizados que atuam acima de 44 horas semanais. Já em 2024, quase metade dos trabalhadores brasileiros cumpria jornadas superiores a 40 horas semanais, e 13,5% trabalhavam 48 horas ou mais.
O artigo sustenta que a Reforma Trabalhista de 2017 ampliou mecanismos de flexibilização, como banco de horas por acordo individual, trabalho intermitente e ampliação da escala 12×36, o que contribuiu para jornadas extenuantes e maior insegurança laboral.
Outro ponto central é o impacto das jornadas longas na saúde física e mental dos trabalhadores, associadas ao aumento de estresse, distúrbios do sono, burnout e doenças cardiovasculares.
Costa também destaca que experiências internacionais, como a adoção da semana de quatro dias em países europeus, indicam aumento de produtividade e melhora na qualidade de vida, sem prejuízo econômico. No Brasil, estima-se que a redução da jornada possa gerar milhões de novos empregos, desde que acompanhada da limitação de horas extras.
O texto cita ainda propostas em tramitação no Congresso Nacional que defendem a redução da jornada para 40 ou 36 horas semanais, incluindo a criação da escala 4×3.
Para o autor, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 são medidas estruturais para combater a precarização do trabalho, promover saúde, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico com justiça social.



