PUBLICADO EM 15 de out de 2021
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Colunista Luiz Carlos Motta

O desafio de ser professor

O Dia do Professor, comemorado no Brasil em 15 de outubro, está relacionado a uma lei decretada por D. Pedro I no ano de 1827, na qual tratou dos objetos de estudo, definiu que todas as cidades brasileiras deveriam ter Escolas de Primeiras Letras (Ensino Fundamental), e até estipulou o salário dos professores. Mais de um século depois, a data foi oficializada como feriado escolar, por meio de um decreto publicado em 1963 pelo presidente João Goulart.

Quando falamos de professores, estamos nos referindo aos profissionais que participam da formação de uma pessoa, na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, no Ensino Médio,  no Ensino Superior e, por extensão, nos cursos profissionalizantes.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira dispõe para tornar-se professor, é preciso ter curso superior em uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e em uma área relacionada com o ensino. Pode ser Pedagogia ou qualquer curso na modalidade de licenciatura, no qual se apreenda os principais conceitos didáticos pedagógicos e se tenha as primeiras experiências em sala de aula.

Longa caminhada

São muitos os desafios encontrados pelos professores em sua longa caminhada até a entrada numa sala de aula para interagir com os alunos na construção do conhecimento.

Infelizmente, em grande parte do sistema educacional brasileiro prevalecem os baixos salários, a falta de políticas de carreira, ambientes escolares em condições precárias de segurança e higiene, falta de recursos pedagógicos e tecnológicos para as salas de aula, excesso de horas trabalhadas, salas superlotadas e indisciplina dos alunos. Esse triste cenário se reflete nos vestibulares e nas universidades onde os cursos voltados à formação de professores são os que despertam pouco interesse dos candidatos e formam a cada ano, menos profissionais.

Vivemos um paradoxo. A sociedade em geral, reconhece que o papel do professor é crucial para o desenvolvimento humano. Há claros  exemplos como o do Japão  e da Coréia do Sul, que investindo em educação tornaram-se potências mundiais. Mas do ponto de vista de governos, pouco se faz para reverter esse preocupante quadro, agravado agora com a pandemia que afastou professores e alunos das escolas, com evidentes prejuízos no futuro para a formação das próximas gerações.

Exemplos

Creio que além de governos, instituições como fundações, entidades de classe e a iniciativa privada em geral, têm um importante papel a desenvolver para corrigir as distorções na área da educação, em todos os níveis. No âmbito da Fecomerciários, que representa 2 milhões e 700 mil comerciários em todo o Estado de São Paulo, incentivamos fortemente a valorização da Educação e de todos os professores.

Nossos Sindicatos filiados estabelecem importantes parcerias para atender alunos em todas as faixas de idades, do ensino fundamental ao superior, além de facilitar o acesso a um grande número de cursos profissionalizantes presenciais e à distância. E em todos os projetos, fazemos questão de contar com professores altamente especializados e humanizados, com competências e habilidades para preparar alunos cidadãos.

Nossa homenagem ao Dia do Professor e que a sociedade  brasileira reconheça  a necessidade de incentivar o aumento desses profissionais tão essenciais  ao desenvolvimento de nossa Nação.

Parabéns aos professores que se superaram para exercer com profissionalismo a arte de ensinar.

Luiz Carlos Motta é Presidente da Fecomerciários e Deputado Federal (PL/SP)

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Rádio Peão Brasil

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