PUBLICADO EM 22 de set de 2021
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Frentista, emprego, usuário

O Brasil possui cerca de 500 mil trabalhadores em postos de combustíveis. São homens e mulheres de diferentes faixas etárias, com preparo técnico pra operar bombas, manusear produtos noviços (como o benzeno, que é cancerígeno), cuidar de evitar acidentes, incêndios, contaminações e outras ocorrências lesivas ao próprio trabalhador, estabelecimento e ao cliente.

O Brasil possui cerca de 500 mil trabalhadores em postos de combustíveis. São homens e mulheres de diferentes faixas etárias, com preparo técnico pra operar bombas, manusear produtos noviços (como o benzeno, que é cancerígeno), cuidar de evitar acidentes, incêndios, contaminações e outras ocorrências lesivas ao próprio trabalhador, estabelecimento e ao cliente.

Além de abastecer, o frentista verifica óleo, examina as condições gerais do veículo, calibra pneu, troca limpadores, checa extintores etc. Ou seja, quando o carro deixa o posto, após o abastecimento, o faz em condições mais seguras, propiciadas pelo frentista zeloso.

O cliente busca informações no posto, é orientado sobre caminhos, locais e pontos para onde queira se dirigir. Ou seja, o frentista ajuda no trânsito da cidade e funciona, não poucas vezes, como guia turístico do cidadão.

Por que falo isso tudo? Porque emenda do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) libera a instalação de bombas automáticas nos postos. E você sabe: entra a máquina sai o homem. Ou seja, desemprego em massa. Mais de 400 mil.

Mas essa não é a única maldade. O selfie-service obriga o cliente a manusear a bomba com gasolina e outros materiais inflamáveis ou explosivos. O abastecimento pelo próprio usuário vai aumentar as filas nos postos, os atrasos e tumultos. Em locais ermos, enquanto ele abastece, o ladrão chega e assalta.

As Federações nacional e estadual, bem como líderes de Sindicatos da categoria, já expuseram todas essas questões ao deputado KIM, em seu gabinete. Não fizemos qualquer acordo de transição em cinco anos. Nada disso. Queremos que ele retire a emenda que só desemprega pais e mães de família.

O sindicalismo frentista entrega Carta-Aberta em todo o País, ao mesmo tempo em que contata deputados e lideranças políticas, pedindo que ajudem a evitar o desemprego em massa. Vale dizer que boa parte dos dirigentes patronais também não apoia as bombas. Elas são caras e os postos pequenos terão que fechar, pois não conseguirão adquirir os equipamentos. Portanto, ficarão só as grandes redes.

As grandes redes formarão monopólio no abastecimento. E desde quando monopólios baixam preços de produtos e serviços? O que acontece é exatamente o contrário. Quem vai pagar esse preço? Você, cliente, você consumidor, você cidadão brasileiro. Pedimos o seu apoio.

Luiz Arraes, presidente da Federação dos Frentistas do Estado de São Paulo – Pepospetro/SP

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