
O trabalho de cuidados e a jornada 6×1 constituem uma carga pesada principalmente para as mulheres
O vigésimo oitavo artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais sindicais, aborda o tema: “Fim da escala 6×1: e o trabalho de cuidados, como é que fica?“.
Assinado por Élida Azevedo Hennington, o artigo analisa o debate sobre a redução da jornada de trabalho a partir da perspectiva das desigualdades de gênero.
A autora argumenta que o fim da escala 6×1 pode melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora, mas alerta que as mulheres continuam sobrecarregadas pelo trabalho doméstico e de cuidados não remunerado.
Dados citados indicam que elas dedicam quase o dobro do tempo que os homens a essas atividades, acumulando dupla ou até tripla jornada.
O texto destaca ainda que longas jornadas estão associadas ao aumento de adoecimentos físicos e mentais, especialmente entre trabalhadoras.
A autora utiliza referências da economia feminista e da teoria da reprodução social para demonstrar que o cuidado sustenta a economia, embora permaneça invisível. Nesse contexto, defende que a redução da jornada deve vir acompanhada de políticas que promovam a redistribuição do trabalho doméstico e de cuidados. Sem isso, o tempo liberado pode acabar sendo absorvido por mais trabalho não remunerado das mulheres.
O artigo conclui que a luta pelo fim da escala 6×1 precisa incorporar a perspectiva de gênero para garantir justiça social e melhores condições de vida.
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Fim da escala 6×1: e o trabalho de cuidados, como é que fica?



