
Eduardo Annunciato (Chicão)
O Brasil vive um momento importante para quem depende do trabalho para sustentar a família e construir o futuro. Os dados mais recentes mostram avanços na geração de emprego, na valorização da renda e na ampliação de direitos. Quando políticas públicas fortalecem o emprego formal e promovem justiça tributária, os resultados chegam diretamente ao bolso do trabalhador.
O país encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada pela PNAD Contínua, do IBGE. O índice caiu para 5,1%, enquanto o número de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões. Isso significa mais brasileiros com acesso ao trabalho e à renda.
O emprego com carteira assinada também atingiu recorde histórico. O Brasil chegou a 38,9 milhões de trabalhadores formais, com crescimento de 1 milhão de vagas em relação ao ano anterior. O emprego formal garante direitos, previdência, proteção social e mais segurança para as famílias.
Mesmo com desafios econômicos, o país criou mais de 1,27 milhão de empregos com carteira assinada em 2025, segundo o Novo Caged. Esse resultado reforça que o trabalho formal é fundamental para reduzir desigualdades e fortalecer a economia.
Setor elétrico se destaca com estabilidade e valorização profissional
Nesse cenário, o setor elétrico segue como referência em geração de empregos qualificados. Atualmente, mais de 129 mil trabalhadores atuam com carteira assinada no setor, que mantém saldo positivo na criação de vagas.
Além da estabilidade, o setor de eletricidade apresenta uma das melhores remunerações da indústria, reflexo da qualificação exigida e da importância estratégica da atividade. A expansão da matriz elétrica, que ultrapassou 6,5 gigawatts em 2025, também amplia a demanda por profissionais e abre novas oportunidades para os Eletricitários.
Outro avanço importante é a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, beneficiando cerca de 16 milhões de brasileiros. A medida alcança grande parte dos trabalhadores do setor elétrico, principalmente nas faixas salariais iniciais e intermediárias.
Na prática, isso representa mais dinheiro no bolso do trabalhador. É um alívio real no orçamento familiar, permitindo pagar contas, investir na família e melhorar a qualidade de vida. Para quem ganha até R$ 7.350, a redução gradual do imposto também amplia o poder de compra.
O conjunto desses avanços — queda do desemprego, crescimento do emprego formal, aumento da renda e redução da carga tributária — demonstra que é possível fortalecer a classe trabalhadora e impulsionar o desenvolvimento do país.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá firme na defesa do emprego formal, da valorização profissional e de condições de trabalho justas. O crescimento do setor precisa se refletir em salários melhores, mais direitos e reconhecimento para os trabalhadores que mantêm o país funcionando.
Nossa luta é clara: garantir valorização real da categoria. Defendemos um Piso salarial digno, e o valor reivindicado pelos Eletricitários é de R$ 2.889,60, essencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias.
Reconhecemos os avanços, mas sabemos que ainda há muito a conquistar. Por isso, seguiremos mobilizados, pressionando empresas e defendendo direitos para que o desenvolvimento do setor elétrico caminhe junto com a valorização dos trabalhadores.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical.



