Recente levantamento do Ministério da Justiça mostra que 2025 foi um ano recorde de feminicídios no Brasil. Foram registrados 1.470 casos, o equivalente a uma média de quatro feminicídios por dia — número que ainda pode aumentar após a consolidação final das informações pelo Ministério.
É uma realidade cruel, desumana, criminosa e inaceitável. A sociedade brasileira precisa adotar ações mais efetivas em defesa da segurança e da vida das mulheres.
Não podemos aceitar o feminicídio nem qualquer outro tipo de violência contra as mulheres, sejam atos lesivos que resultem em danos físicos, psicológicos, sexuais ou patrimoniais, praticados contra mulheres simplesmente pelo fato de serem mulheres.
Lei sancionada em 2024 pelo presidente Lula tornou o feminicídio um crime autônomo e agravou suas penas, assim como as de outros crimes praticados contra a mulher. Condenados por assassinato de mulheres motivado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher passam a cumprir pena mínima de 20 anos e máxima de 40 anos.
Nessa luta, contamos com o “Ligue 180” (Central de Atendimento à Mulher), um serviço de utilidade pública essencial no enfrentamento à violência contra as mulheres.
A ligação é gratuita, o atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e oferece diversos tipos de orientação e acolhimento. Em casos de emergência, deve-se acionar o Ligue 190.
Precisamos nos engajar, promover campanhas de conscientização, denunciar crimes e agressões e apoiar as companheiras em todos os sentidos.
Miguel Torres é presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes




