
A Previdência Social, que completou 103 anos, é mais que benefícios; é uma engrenagem vital para a proteção social e desenvolvimento do Brasil.
Neste sábado, 24, a Previdência Social completa 103 anos reafirmando um dado que precisa ser dito sem rodeios: trata-se da maior política pública de proteção social e de desenvolvimento econômico do Brasil. Criada em 1923, a Previdência chega a 2026 sustentando diretamente 118 milhões de brasileiros e movimentando mais de R$ 1,1 trilhão por ano na economia nacional.
Não é apenas um sistema de benefícios. É uma engrenagem estruturante do país real — aquele que vive nos municípios, no comércio local, no campo, nas periferias e nas regiões mais distantes dos grandes centros.
Hoje, 82% da população idosa brasileira está protegida pela Previdência. No meio rural, esse índice ultrapassa 90%. Onde o mercado não chega e o Estado muitas vezes falhou, a Previdência permaneceu.
Os números falam por si. Todos os meses, R$ 83,8 bilhões entram em circulação por meio de aposentadorias, pensões e benefícios. Em mais de 70% dos municípios brasileiros, esse volume supera os repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Em milhares de cidades, é a Previdência que mantém o comércio vivo, garante renda mínima e sustenta a economia local.
Mas o impacto vai além da renda. As políticas previdenciárias foram decisivas para que o Brasil saísse novamente do Mapa da Fome da ONU em 2025. Benefício previdenciário é comida na mesa, remédio comprado, dignidade preservada. É justiça social traduzida em política pública.
Nos últimos anos, o sistema também avançou na defesa do segurado. A sanção da lei que proibiu descontos associativos não autorizados nos benefícios representou um marco de respeito ao direito do aposentado. Mais de R$ 2,8 bilhões já foram devolvidos a milhões de brasileiros, enquanto ações de combate a fraudes protegeram os cofres públicos e fortaleceram a credibilidade do sistema.
A modernização administrativa rompeu com a lógica da burocracia excludente. Ferramentas como o Atestmed e a perícia por telemedicina ampliaram o acesso, reduziram filas e levaram atendimento a regiões historicamente esquecidas. A contratação de novos peritos e projetos como o PREVBarco mostram que a Previdência precisa estar onde o Brasil está — inclusive nos rios da Amazônia.
Há, ainda, um olhar essencial para as mulheres. A ampliação do acesso ao salário-maternidade e a reparação histórica às mães de crianças vítimas do Zika Vírus reforçam o compromisso da Previdência com o cuidado, a proteção da infância e a justiça social.
Aos 103 anos, a Previdência Social não celebra apenas sua história. Reafirma seu papel como política de Estado, pilar da democracia social e instrumento indispensável para reduzir desigualdades, garantir dignidade e sustentar a economia brasileira.
Defender a Previdência é defender o Brasil que trabalha, envelhece e resiste!
Paulo Viana “Paulão”, presidente da FITIASP (Federação Independente dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo)



