PUBLICADO EM 18 de set de 2025

Cesta básica em SP recua 2,21% em agosto

Cesta básica em São Paulo caiu 2,21% em agosto, puxada por proteínas e hortaliças. Porém, no acumulado de 12 meses, preços ainda registraram alta

Dieese: preço da cesta básica diminuiu em 15 capitais

Cesta básica em SP recua 2,21% em agosto – Foto: Arquivo

A cesta básica do paulistano recuou 2,21% entre julho e agosto, segundo Procon-SP e Dieese. O resultado manteve a tendência de queda observada desde maio.

No acumulado de 12 meses, o valor ainda subiu 2,27%. Em agosto, os principais responsáveis pela queda foram proteínas animais e hortaliças, que vinham pressionando anteriormente.

Entre os grupos, os alimentos caíram 2,56%, os itens de limpeza recuaram 2,12%, enquanto higiene pessoal apresentou alta de 1,47%, reduzindo parcialmente o efeito positivo geral.

A batata registrou a maior queda, com recuo de 20,73% e impacto de -0,33% no índice. A cebola caiu 16% e o alho, 9,49%.

Outros destaques negativos incluíram ovos brancos (-6,59%), pão de forma (-4,44%), carnes de primeira (-3,60%), carnes de segunda sem osso (-2,80%), frango resfriado (-3,36%).

O queijo mussarela fatiado também recuou 4,22%, aliviando a cesta. No entanto, alguns produtos aumentaram, principalmente de higiene, como creme dental (3,42%) e absorvente (2,25%).

Itens de consumo diário, como leite em pó integral (1,33%), presunto fatiado (1,34%) e biscoito maisena (1,43%) também subiram, mas com impacto pequeno de apenas 0,02%.

Na comparação anual, a cesta subiu de R$ 1.267,12 em agosto de 2024 para R$ 1.295,86 em agosto de 2025. O pico foi R$ 1.369,81.

Carnes de segunda sem osso aumentaram 24,40% em 12 meses, e carnes de primeira 20,21%. O café em pó liderou os aumentos, disparando 72,58% no período.

Outras proteínas também encareceram: linguiça fresca (13,73%), frango resfriado (7,69%), salsicha avulsa (5,52%), presunto (4,85%) e ovos brancos (2,41%). Apenas o queijo mussarela caiu (-3,95%).

As quedas mais expressivas no acumulado vieram da batata (-55,64%), cebola (-50,65%), arroz (-28,21%) e feijão carioquinha (-14,81%), aliviando parcialmente o bolso do consumidor.

Assim, agosto trouxe alívio imediato no orçamento das famílias paulistanas. Contudo, a variação anual confirma que o custo da alimentação segue pressionado para o consumidor.



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