PUBLICADO EM 14 de fev de 2020
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Centrais sindicais realizam protesto contra o desmonte do INSS e em defesa do serviço público

As Centrais Sindicais (Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB, NCST, CSP-Conlutas, CGTB, Intersindical) organizaram, nesta sexta-feira (14 de fevereiro), o Dia nacional de mobilização contra o desmonte do INSS.

Centrais sindicais em passeata no viaduto do Chá, em São Paulo/Foto: Jaelcio Santana

Por Fábio Casseb

Servidores do INSS e trabalhadores diversas categorias protestaram em vários estados do País. Em São Paulo, a manifestação começou às 09h00, em frente a agência do INSS, na Rua Cel. Xavier de Toledo, 280. Gritando palavras de ordem, como “o Paulo Guedes preste atenção, o servidor não é parasita não”, os manifestantes seguiram, em caminhada, até a Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia.

Sindicalistas em frente ao posto da rua Xavier de Toledo em São Paulo/Foto: Jaélcio Santana

A mobilização aconteceu em razão da situação alarmante dos serviços prestados pelo INSS, em todo País e o descaso do governo com a situação do órgão. Segundo dados do Dieese, 73,7% dos requerimentos de benefícios no INSS estão esperando a mais de 45 dias, que é o tempo limite determinado por lei.

Sindicalistas em frente ao posto da rua Xavier de Toledo em São Paulo/Foto: Jaélcio Santana

Ainda de acordo com o levantamento do Dieese, em 2016, o orçamento previsto para o INSS representou 0,56% do orçamento total da União. Para 2020, este percentual ficou em 0,3%. Já o efetivo do órgão, que era de 37.685 funcionários em 2014, sofreu redução de 32%, para 25.618 atuais. Já o requerimento de benefícios saltou de 7,8 milhões, em 2010, para 10,1 milhões no ano passado.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destaca a importância da unidade dos trabalhadores para alertar a sociedade e intensificar a cobrança quanto ao descaso do governo diante desta triste realidade. “Quem mais sofre com toda a precariedade do atendimento do INSS são os trabalhadores adoecidos e os mais pobres”, critica o líder sindical.

Passeata saindo na rua Xavier de Toledo/Foto: Jaélcio Santana

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que não se trata de má gestão, e sim que o atual governo defende a ideia de que os serviços públicos precisam ser desmontados para colocar serviços privados no lugar. “Agora, o governo prepara uma reforma administrativa que, na verdade, é para demitir servidores e acabar com os concursos. Daqui a pouco o colapso que a gente está vendo no INSS vai chegar no sistema de saúde, na educação”, alertou.

Final da atividade, em frente ao posto do INSS no viaduto Santa Efigência/Foto: Jaelcio Santana

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, também denunciou a falta de reposição dos servidores. “Não aceitamos o desmonte que o ministro Paulo Guedes vem promovendo nos serviços públicos. Ele quer jogar a população contra os servidores, quando na realidade é o seu governo que vem fazendo o desmonte da área social, prejudicando o atendimento aos trabalhadores.”

Confira vídeo gravado da passeata:

Publicado por Força Sindical Brasil em Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020


Presidente Prudente-SP

Na manhã desta sexta-feira (14), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou defronte ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Presidente Prudente, um manifesto que busca soluções para a fila de espera gerada devido a milhares de pedidos de benefícios que se acumulam sem respostas. A fila de espera é de 2 milhões de pessoas no Brasil todo.

As medidas anunciadas para agilizar a análise desses pedidos ainda não foram colocadas em prática pelo INSS.

Conforme a coordenadora da subsede da CUT em Presidente Prudente, Ana Lúcia de Mattos Flores, o ato, que busca um diálogo com a população que aguarda pela liberação de seu benefício, tem sido feito em conjunto em todo o Brasil.

“Estamos gravando pequenos vídeos com essas pessoas para denunciar o que está acontecendo”, disse a sindicalista.

A coordenadora contou que foi criada pelo governo federal uma fila única para atendimento, no entanto, devido à demora, já são mais de 2 milhões de pessoas esperando pelo benefício solicitado em todo o país.

“No governo anterior, as pessoas agendavam o atendimento pela internet e rapidamente tinham o seus problemas resolvidos. Então, é inadmissível termos essa quantidade de pessoas aguardando”, salientou Ana Lúcia.

Leia também: Sindicatos da região de Osasco protestam em frente à agência do INSS

Manifestação também ocorreu em outros estados

Manifestantes se reuniram no Centro de Porto Alegre / Foto: Alina Souza

Em Porto Alegre-RS, o protesto reuniu mais de 100 pessoas e ocorreu em frente do prédio da Travessa Mário Cinco Paus, no Centro Histórico. Os sindicalistas realizaram a distribuição de material com informações sobre a situação do INSS e da Previdência Social. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev), Daniel Emmanuel, disse que mais de dois milhões de pessoas aguardam há meses ou anos por respostas do instituto e que faltam aproximadamente servidores para suprir as vagas abertas com as aposentadorias.

Os discursos dos sindicalistas foram direcionados contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, e contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, que, na semana passada, chamou servidores públicos de “parasitas”. Segundo Emmanuel, o acesso através do telefone 135, para atendimento é cobrado se a ligação não for feita de um telefone fixo. Dos 96 serviços que as agências prestavam, somente três continuam sendo realizados presencialmente. Os principais como aposentadorias, pensões, salário maternidade, só podem ser encaminhados através do app MEU INSS ou o 135..

Nos discursos de integrantes das centrais sindicais como da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical Popular (CSP/Conlutas), eles criticaram a proposta do governo federal de utilização dos militares no INSS. A ideia da União é contratar cerca de sete mil militares aposentados para que realizem o atendimento nas agências.

“O governo federal alega que a medida é para resolver a fila de dois milhões de pedidos de benefícios em atraso. No entanto, esses militares não conhecem as leis da Previdência Social e os sistemas do INSS”, ressaltou Emmanuel. O presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci disse que os sindicatos estão denunciando o desmonte e o caos instalado no atendimento do INSS, que tem gerado filas tanto nas agências quanto pela internet e tem prejudicado milhões de trabalhadores que estão à espera da análise de pedidos de concessão de benefícios.

No Amazonas a Força Sindical, nesse dia de luta, fomos nos 14 Postos do INSS, em todos eles colocamos o cartaz, os nossos Sindicatos ajudaram no que possível. Atingimos os nossos objetivos denunciando o descaso do Governo Federal para com os trabalhadores, disse Vicente Filizzola, da executiva da Força Sindical

Fonte: Com Correio do Povo

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  • Thiago Silva

    Quem frequenta diariamente repartições públicas, sabe perfeitamente que tem poucos funcionários públicos que trabalham e respeitam o cidadão. Tem sim uma grande maioria de Parasitas sim.

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