
Presidente das Centrais Sindicais Força Sindical, CUT e UGT, com representantes do empresariado chinês.
Representantes de centrais sindicais brasileiras e de empresas chinesas que atuam no país realizaram nesta sexta-feira (6), em São Paulo, uma reunião de intercâmbio e troca de informações com o objetivo de aprofundar mecanismos de diálogo social, fortalecer a negociação coletiva e ampliar a cooperação entre trabalhadores e empregadores do Brasil e da China.
O encontro reuniu os presidentes da Força Sindical, Miguel Torres, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, e Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, o dirigente da IndustriALL Global Union, Aroaldo Oliveira da Silva, representantes da Associação das Empresas Chinesas no Brasil (ABEC) Li Dongchen (ABEC), diplomatas do Consulado-Geral da China em São Paulo, Shao Weitong e Zhuang Su. Ortelio Palacio Cuesta, assessor especial para Assuntos Internacionais da Força Sindical e do SINTRABOR também participou.
Os sindicalistas agradeceram a recepção e avaliaram como “muito positivo” o primeiro encontro entre lideranças sindicais brasileiras e representantes de empregadores chineses que atuam no país.

Encontro entre as centrais, a Industriall e a ABEC
Fortalecer o diálogo
Na ocasião, Miguel Torres destacou que o diálogo ocorre em um cenário internacional marcado por crises e desafios geopolíticos e ressaltou a histórica relação diplomática, cultural e comercial entre Brasil e China.
“É fundamental ampliar o intercâmbio e o conhecimento sobre o comportamento e a atuação das empresas chinesas no Brasil, além de fortalecer o diálogo, a negociação coletiva e o desenvolvimento sustentável de ambos os países”, afirmou Torres.
Ricardo Patah defendeu a continuidade do diálogo e a criação de canais permanentes de interlocução entre sindicatos e empresas chinesas, com o objetivo de fortalecer as relações de trabalho e ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China.
Já Sérgio Nobre, abordou a política de reindustrialização e de diversificação do comércio exterior brasileiro, impulsionada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um fator que abre novas possibilidades de cooperação entre os dois países.
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