PUBLICADO EM 06 de fev de 2026

Centrais sindicais repudiam repressão policial à greve na Brose

Centrais sindicais denunciam repressão policial à greve na Brose, prisões de dirigentes e práticas antissindicais, reafirmando solidariedade aos trabalhadores

Dirigente sindical Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba preso pela PM do Paraná

Dirigente sindical Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba preso pela PM do Paraná

Os trabalhadores da metalúrgica Brose iniciaram greve em 29 de janeiro após meses de negociações fracassarem, impedindo a celebração do primeiro acordo coletivo pretendido historicamente.

Contudo, durante a mobilização, a Polícia Militar do Paraná interveio de forma truculenta, resultando na prisão de três dirigentes sindicais e em agressões contra trabalhadores.

Em nota divulgada nesta sexta (6), as centrais sindicais repudiaram a política do governador Ratinho Junior, denunciando práticas antissindicais da empresa e manifestando solidariedade à greve pacífica dos trabalhadores paranaenses.

Centrais repudiam repressão policial à greve na Brose

Centrais repudiam repressão policial à greve na Brose

Leia a nota na íntegra:

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná

Os trabalhadores da empresa metalúrgica Brose de São José dos Pinhais – PR estão em greve desde 29/01, porque o processo de negociação que durou meses chegou a um impasse sem fechar o primeiro acordo coletivo que se busca celebrar. Diante da negociação frustrada, a greve foi deliberada pelos trabalhadores e conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e RM.

Como tem sido recorrente no Estado do Paraná, a Policia Militar se faz presente nos movimentos dos trabalhadores, constrangendo, batendo e prendendo trabalhadores e dirigentes sindicais. Nesta greve não foi diferente: três diretores do sindicato presos e trabalhadores agredidos.

As Centrais Sindicais repudiam a política do Governador Ratinho de reprimir a livre organização dos trabalhadores e sua ação violenta da PM, bem como denunciam as práticas antissindicais da empresa que contrata temporários para furar a greve e não se faz presente nas audiências de mediação convocadas pelo pode publico.

Nossa solidariedade aos trabalhadores em greve, à atuação do Sindicato e o repudio à política de repressão das manifestações pacíficas dos trabalhadores.

São Paulo, 05 de fevereiro de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Sônia Maria Zerino da Silva, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor

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