PUBLICADO EM 07 de set de 2025

Centrais e movimentos sociais realizam atos pela soberania e direitos trabalhistas

Centrais e movimentos sociais realizam atos em defesa da soberania e dos direitos trabalhistas em todo o Brasil

Centrais e movimentos sociais realizam atos pela soberania e direitos trabalhistas - Foto: Jaélcio Santana

Centrais e movimentos sociais realizam atos pela soberania e direitos trabalhistas – Foto: Jaélcio Santana

Neste domingo, 7 de setembro, centrais sindicais e movimentos sociais organizaram atos em defesa da soberania nacional. Eles buscaram mobilizar militantes nas ruas.

Os protestos ocorreram enquanto o Supremo Tribunal Federal julga a trama golpista. O contexto fortaleceu a relevância política e social das manifestações em todo o país.

De acordo com Miguel Torres, presidente da Força Sindical, as entidades saíram às ruas para defender pautas centrais da classe trabalhadora. O objetivo foi reafirmar direitos.

“Esse dia é muito importante para o nosso futuro. O Brasil todo hoje faz essas manifestações no dia da independência que o Brasil há 210 anos conquistou”, afirmou Torres.

O sindicalistas reforçou, em sua fala que, que hoje foram às ruas para comemorar a independência do Brasil, mas também para comemorar a luta contra a invasão do nosso território, contra a interferência americana na na soberania do País, contra a impunidade, contra esse projeto de anistia que está sendo debatido em Brasília.

“Não podemos admitir que, no momento que nós estamos passando, maus políticos, políticos que não olham para a sociedade brasileira, fiquem tramando contra o Brasil. Por isso a importância desse 7 de setembro.”

Sérgio Nobre, presidente da CUT, ressaltou que o movimento sindical, social e popular é um pilar fundamental da vida democrática no Brasil. Para ele, não se trata apenas de defender direitos imediatos, mas de garantir que a sociedade tenha voz ativa frente aos poderes instituídos.

“Não há democracia sem sindicatos fortes. Sem sindicatos, sem movimentos sociais organizados, sem a participação popular, o povo fica sem voz, e a democracia fica fragilizada. Nós somos o alicerce da democracia, porque somos nós que garantimos que os interesses da classe trabalhadora, da maioria do povo brasileiro, estejam presentes nas grandes decisões do país.”

Fim da escala 6×1

Ricardo Patah, presidente da UGT, defendeu ainda o fim da estala 6×1, a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, a taxação dos super-ricos e a valorização do SUS. Essas propostas ganharam destaque nas falas de todas as lideranças. Segundo ele:

“O fim da jornada 6×1, redução para 40 horas, igualdade e oportunidades são temas muito caros para nós e, com certeza, hoje na Praça da República, estamos nos expressando com toda a força. Não dá para voltar atrás. Soberania já!”.

Os sindicalistas reforçaram ainda que a soberania nacional deve ser protegida. Além disso, ressaltaram que conquistas históricas dos trabalhadores enfrentam riscos diante de políticas consideradas regressivas.

O simbolismo dos atos públicos

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), a mobilização assumiu grande importância simbólica. Ele destacou que o ato fortalece a resistência contra ataques sofridos pela soberania do país.

“Ir às ruas em um momento tão delicado reforça a unidade entre sindicatos e movimentos sociais. Essa união fortalece a luta coletiva”, avaliou o dirigente.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, também resgatou o simbolismo histórico da Independência do Brasil e relacionando-o à luta da classe trabalhadora no presente:

“O Brasil não é colônia, jamais será colônia. Há 203 anos, nas margens do Ipiranga, ecoava o brado retumbante de um povo que não aceitava a condição de submissão a Portugal. O grito de liberdade, independência ou morte, espraiou por todo o Brasil e segue atual.”

Além do simbolismo, os atos buscam pressionar autoridades e sensibilizar a opinião pública. Assim, trabalhadores encontram espaço para defender sua pauta de forma visível.

Com efeito, a mobilização amplia o debate sobre justiça fiscal e direitos trabalhistas. Isso ajuda a transformar reivindicações em projetos concretos no cenário político.

Por fim, os atos reforçam o compromisso das centrais com a democracia. Ao unir forças, movimentos sociais demonstram que a defesa da soberania continua sendo prioridade nacional.

Os atos aconteceram nos seguintes locais:

COLUNISTAS

QUENTINHAS