PUBLICADO EM 10 de mar de 2026

Centrais ampliam diálogo sindical entre Brasil e China

Centrais sindicais brasileiras, IndustriALL e empresários chineses realizam reunião em São Paulo para fortalecer diálogo social, negociação coletiva e cooperação

Centrais ampliam diálogo sindical entre Brasil e China

Centrais ampliam diálogo sindical entre Brasil e China

Centrais sindicais brasileiras — CUT, Força Sindical e UGT — realizaram reunião inédita com a IndustriALL e empresários chineses para ampliar diálogo social e cooperação.

O encontro ocorreu na sexta-feira, 6 de março de 2026, e marcou o primeiro intercâmbio formal de informações entre lideranças sindicais brasileiras e representantes empresariais chineses.

Além disso, a reunião buscou aprofundar mecanismos de diálogo social, fortalecer a negociação coletiva e incentivar práticas de tripartismo entre trabalhadores, empregadores e instituições.

Participaram do encontro Miguel Torres, da Força Sindical; Sérgio Nobre, da CUT; Ricardo Patah, da UGT; e Aroaldo Oliveira da Silva, da IndustriALL Brasil.

Os dirigentes saudaram e agradeceram a recepção de Li Dongchen, secretário-geral da Associação das Empresas Chinesas no Brasil (ABEC), e diplomatas do Consulado da China.

Segundo as lideranças sindicais, o encontro representou um passo importante para aproximar sindicatos brasileiros e representantes de empresas chinesas que mantêm investimentos e operações produtivas no país.

Durante o debate, os participantes também avaliaram os desafios econômicos e geopolíticos atuais, além das oportunidades de cooperação entre Brasil e China no campo industrial.

Nesse contexto, Miguel Torres destacou a histórica relação diplomática, cultural e comercial entre os dois países, além do crescimento dos investimentos chineses na economia brasileira.

Ele também ressaltou que a política de reindustrialização e diversificação do comércio exterior brasileiro, impulsionada pelo governo Lula, cria novas oportunidades de cooperação produtiva.

“É fundamental ampliar o intercâmbio e compreender o funcionamento das empresas chinesas no Brasil para fortalecer o diálogo, a negociação coletiva e o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Segundo Torres, a aproximação entre sindicatos e empresas contribui para relações de trabalho mais equilibradas, além de estimular crescimento econômico com geração de emprego e direitos.

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