PUBLICADO EM 29 de ago de 2025

Brasil gerou mais de 129 mil empregos formais em julho

Descubra como o Brasil gerou 129 mil empregos formais em julho e quais setores se destacaram nesse crescimento

Estoque de empregos formais no setor privado atinge 44,4 milhões de vínculos em 2023

Brasil gerou mais de 129 mil empregos formais em julho – Foto: Marcello Casal Jr

O Novo Caged de julho, divulgado nesta quarta-feira (27) pelo ministro Luiz Marinho, mostra saldo positivo de 129.775 empregos formais no país.

No acumulado de janeiro a julho, o Brasil gerou 1.347.807 novos vínculos formais, o que representa crescimento de 2,86%. Nos últimos 12 meses, o saldo chega a +1.523.904 vagas.

De acordo com o ministro, a alta taxa de juros tem reduzido a geração de empregos formais. Além disso, ele destaca a necessidade urgente de sua diminuição.

“O tarifaço é um problema, mas a política de juros também impacta. Precisamos reduzir juros urgentemente para manter a atividade econômica. Ambos os problemas estão sendo enfrentados”, afirmou Marinho.

Em julho, todos os cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo. O setor de serviços liderou, com 50.159 vagas (+0,21%), seguido por Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária.

Os estados também registraram resultados positivos: 25 unidades tiveram aumento de empregos. São Paulo (+42.798), Mato Grosso (+9.540) e Bahia (+9.436) se destacaram em números absolutos.

Em termos relativos, os maiores crescimentos ocorreram em Mato Grosso (+0,97%), Piauí (+0,80%) e Amapá (+0,79%), refletindo a expansão regional da economia.

O saldo do mês resulta de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos. Entre elas, 92,7% são vagas típicas e 7,43% não típicas, incluindo aprendizes e jornadas reduzidas.

Acumulado do Ano

De janeiro a julho, o país criou 1.347.807 novos empregos formais (+2,86%). Todos os grandes grupos econômicos apresentaram saldos positivos, elevando o estoque para 48.544.646 vínculos ativos.

O setor de Serviços foi o maior gerador, com 688.511 vagas (+2,99%). As áreas de informação, comunicação, finanças e administração pública se destacaram significativamente.

Na sequência, a Indústria adicionou 253.422 empregos (+2,84%), Construção 177.341 (+6,21%), Comércio 119.291 (+1,13%) e Agropecuária 109.237 (+6,08%), reforçando a expansão em diversos setores.

Entre os estados, 26 registraram saldo positivo. Alagoas teve queda (-1,22%). São Paulo liderou com 390.619 novas vagas (+2,73%), seguido por Minas Gerais e Paraná.

Grupos Populacionais

Em julho, os homens tiveram saldo maior (+72.974) que as mulheres (+56.801). Contudo, elas se destacaram em Serviços e Comércio, com contratações superiores aos homens.

Os jovens de 18 a 24 anos responderam por 94.965 novos vínculos. Adolescentes de até 17 anos tiveram saldo de 26.374, principalmente no Comércio e Indústria de Transformação.

Os dados completos estão disponíveis no Painel de Informações do Novo Caged, permitindo acompanhamento detalhado da evolução do mercado de trabalho formal no país.

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