PUBLICADO EM 16 de jul de 2025

Borracheiros se mobilizam contra tarifaço de Trump

Saiba como o Sintrabor reage ao tarifaço de Donald Trump. Entenda as ameaças à soberania nacional e o impacto econômico.

o Sintrabor reage ao tarifaço de Donald Trump. Entenda as ameaças à soberania nacional e o impacto econômico.

Sintrabor reage ao tarifaço de Donald Trump. Entenda o impacto econômico. Foto: reunião de sindicalistas e lideranças na Força Sindical.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha da Grande São Paulo (Sintrabor) se posicionou com firmeza contra o recente anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, o chamado “tarifaço”. Em Boletim extraordinário divulgado em 15 de julho, a entidade classificou a medida como um ataque à soberania nacional, motivado por interesses ideológicos alinhados ao bolsonarismo e à extrema-direita.

O presidente do Sintrabor e da Federação Nacional dos Borracheiros (Fenabor), Márcio Ferreira, relatou os desdobramentos de uma audiência realizada no dia 7 de julho com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. A reunião tratou das medidas de proteção ao setor de pneus contra importações predatórias e da apresentação de novas propostas para salvaguardar empregos.

No entanto, o anúncio do “tarifaço” poucos dias após esse encontro foi interpretado como uma afronta não apenas ao setor industrial, mas ao próprio Brasil. “A decisão do presidente Trump fere a soberania do Brasil, inclusive questionando as decisões da nossa Suprema Corte de Justiça”, destaca o boletim do sindicato.

Marcio Ferreira, presidente do Sintrabor, que reagiu ao tarifaço de Trump.

Marcio Ferreira, presidente do Sintrabor. Sindicato reagiu ao tarifaço de Trump.

Mobilização sindical

Em resposta, o Sintrabor intensificou sua articulação institucional. No dia 14 de julho, Márcio Ferreira participou de duas reuniões com o secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira Lima.

A primeira delas, realizada na sede da Força Sindical, contou com a presença de dirigentes da CUT, IndustriALL Brasil e DIEESE. Durante o encontro, foi apresentado o documento “A Reindustrialização Brasileira e o Projeto de Desenvolvimento Nacional: Demandas dos Trabalhadores para a Continuidade da NIB (Nova Indústria Brasil)”, com propostas sindicais para o fortalecimento da neoindustrialização.

Na segunda reunião, em Santo André, na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, a comitiva do Sintrabor analisou os impactos da desindustrialização na região. Apesar de ainda concentrar cerca de 190 mil empregos industriais, o ABC paulista tem sofrido, nos últimos anos, com o fechamento de empresas e a destruição de postos de trabalho.

Sete reivindicações ao governo

Durante o evento, foi apresentado um conjunto de sete reivindicações prioritárias para reverter o processo de desindustrialização e estimular a produção nacional:

  1. Redução de impostos e da burocracia;
  2. Juros mais baixos e maior acesso ao crédito;
  3. Infraestrutura e transporte eficientes;
  4. Energia acessível e estável;
  5. Combate às importações predatórias;
  6. Enfrentamento à pirataria e ao comércio ilegal;
  7. Fomento à inovação e à tecnologia.

Márcio Ferreira enfatizou que a ofensiva do governo norte-americano representa uma grave ameaça aos empregos no Brasil. “Como sindicalista, irei lutar com todas as forças para defender os postos de trabalho em todo o território nacional”, afirmou.

Em defesa do Brasil

O boletim finaliza com um chamado à unidade nacional: “O Brasil é dos brasileiros e os lambe-botas do governo norte-americano não passarão!”. O sindicato reitera seu apoio ao governo Lula na defesa da soberania nacional, dos empregos e da dignidade da classe trabalhadora.

Borracheiros se mobilizam contra tarifaço de Trump

Leia também:

Centrais Sindicais debatem com Alckmin medidas contra tarifaço de Trump

COLUNISTAS

QUENTINHAS