PUBLICADO EM 27 de ago de 2025

Bancários fazem ato em defesa do Banco do Brasil e da soberania

Bancários realizam ato em defesa do Banco do Brasil e denunciam ataques com fake news que ameaçam a economia, a soberania e o sistema financeiro nacional

Bancários fazem ato em defesa do Banco do Brasil e da soberania

Bancários fazem ato em defesa do Banco do Brasil e da soberania

Os bancários organizam nesta quarta-feira (27) um ato nacional em defesa do Banco do Brasil e do povo brasileiro.

A decisão vem da 27ª Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias, encerrada no último domingo (24). Os trabalhadores aprovam mobilização contra ataques coordenados ao banco, à economia e ao sistema financeiro nacional.

Em São Paulo, o ato ocorre em frente ao prédio da matriz do BB, na Avenida Paulista. Já em Brasília, a mobilização acontece em frente à sede da instituição.

O Banco do Brasil denuncia publicações falsas que circulam nas redes sociais desde terça-feira (19). Essas mensagens espalham pânico e incentivam decisões que prejudicam a saúde financeira dos clientes.

Entre os conteúdos, circulam fake news sobre supostas sanções estrangeiras e bloqueio de ativos de ministros do STF, incentivando a retirada de recursos do banco.

O BB aponta como autores dos ataques o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini. Também cita vídeo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com declarações difamatórias.

De acordo com a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, os ataques representam ameaça à soberania e ao sistema financeiro nacional.

“Isso é traição! É crime passível de multa e prisão”, afirma.

A advogada Renata Cabral reforça que tais condutas podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, violação de sigilo bancário e difamação.

A Lei 7.492/1986 prevê até seis anos de prisão para quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras.

Os bancários convocam a população a participar das manifestações e usar a hashtag #BBédoBrasileiros nas redes sociais em defesa do banco público.

Para Fernanda Lopes, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, atacar o banco significa prejudicar agricultores, microempreendedores e trabalhadores.

“Não atacam só o BB, atacam o povo brasileiro”, destaca.

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