
Bancários fazem ato em defesa do Banco do Brasil e da soberania
Os bancários organizam nesta quarta-feira (27) um ato nacional em defesa do Banco do Brasil e do povo brasileiro.
A decisão vem da 27ª Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias, encerrada no último domingo (24). Os trabalhadores aprovam mobilização contra ataques coordenados ao banco, à economia e ao sistema financeiro nacional.
Em São Paulo, o ato ocorre em frente ao prédio da matriz do BB, na Avenida Paulista. Já em Brasília, a mobilização acontece em frente à sede da instituição.
O Banco do Brasil denuncia publicações falsas que circulam nas redes sociais desde terça-feira (19). Essas mensagens espalham pânico e incentivam decisões que prejudicam a saúde financeira dos clientes.
Entre os conteúdos, circulam fake news sobre supostas sanções estrangeiras e bloqueio de ativos de ministros do STF, incentivando a retirada de recursos do banco.
O BB aponta como autores dos ataques o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini. Também cita vídeo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com declarações difamatórias.
De acordo com a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, os ataques representam ameaça à soberania e ao sistema financeiro nacional.
“Isso é traição! É crime passível de multa e prisão”, afirma.
A advogada Renata Cabral reforça que tais condutas podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, violação de sigilo bancário e difamação.
A Lei 7.492/1986 prevê até seis anos de prisão para quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras.
Os bancários convocam a população a participar das manifestações e usar a hashtag #BBédoBrasileiros nas redes sociais em defesa do banco público.
Para Fernanda Lopes, da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, atacar o banco significa prejudicar agricultores, microempreendedores e trabalhadores.
“Não atacam só o BB, atacam o povo brasileiro”, destaca.
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