PUBLICADO EM 08 de ago de 2025

Arlindo Cruz, ícone do samba, morre aos 66 anos no Rio

Arlindo Cruz, cantor, compositor e multi-instrumentista, morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio.

A esposa do artista, Babi Cruz, confirmou a informação. Arlindo sofreu um AVC hemorrágico em 2017 e, desde então, enfrentava graves sequelas.

Apesar das limitações físicas, ele recebeu homenagens e carinho do público e de colegas de profissão ao longo dos anos.

Nascido no Rio de Janeiro em 1958, Arlindo iniciou a carreira musical ainda criança, após ganhar um cavaquinho aos 7 anos de idade.

Aos 12, já tocava de ouvido. Logo depois, estudou teoria musical e se profissionalizou nas rodas de samba da cidade.

Candeia, um dos ícones do samba, apadrinhou Arlindo no início de sua trajetória. A primeira gravação em estúdio veio graças a essa parceria.

Posteriormente, Arlindo integrou o Fundo de Quintal, onde permaneceu por 12 anos e gravou sucessos como “O Mapa da Mina” e “Castelo de Cera”.

Ao lado de Sombrinha e Franco, Arlindo Cruz compôs em 1988 a música: “Meu nome é trabalho” também interpretada pelo Grupo Fundo de Quintal:

Mais tarde, brilhou em carreira solo, com CDs e DVDs aclamados. O DVD “MTV Ao Vivo”, lançado em 2009, tornou-se um marco.

Arlindo compôs mais de 550 músicas, gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Alcione, consolidando seu legado.

Além disso, foi destaque no carnaval carioca, especialmente no Império Serrano, sua escola do coração, onde venceu diversas disputas de samba-enredo.

Em 2023, a agremiação o homenageou com o enredo “O show tem que continuar”. Arlindo desfilou em uma alegoria, emocionando o público.

Sua música permanece viva e seguirá inspirando futuras gerações de sambistas.

 

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