Arlindo Cruz, cantor, compositor e multi-instrumentista, morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio.
A esposa do artista, Babi Cruz, confirmou a informação. Arlindo sofreu um AVC hemorrágico em 2017 e, desde então, enfrentava graves sequelas.
Apesar das limitações físicas, ele recebeu homenagens e carinho do público e de colegas de profissão ao longo dos anos.
Nascido no Rio de Janeiro em 1958, Arlindo iniciou a carreira musical ainda criança, após ganhar um cavaquinho aos 7 anos de idade.
Aos 12, já tocava de ouvido. Logo depois, estudou teoria musical e se profissionalizou nas rodas de samba da cidade.
Candeia, um dos ícones do samba, apadrinhou Arlindo no início de sua trajetória. A primeira gravação em estúdio veio graças a essa parceria.
Posteriormente, Arlindo integrou o Fundo de Quintal, onde permaneceu por 12 anos e gravou sucessos como “O Mapa da Mina” e “Castelo de Cera”.
Ao lado de Sombrinha e Franco, Arlindo Cruz compôs em 1988 a música: “Meu nome é trabalho” também interpretada pelo Grupo Fundo de Quintal:
Mais tarde, brilhou em carreira solo, com CDs e DVDs aclamados. O DVD “MTV Ao Vivo”, lançado em 2009, tornou-se um marco.
Arlindo compôs mais de 550 músicas, gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Alcione, consolidando seu legado.
Além disso, foi destaque no carnaval carioca, especialmente no Império Serrano, sua escola do coração, onde venceu diversas disputas de samba-enredo.
Em 2023, a agremiação o homenageou com o enredo “O show tem que continuar”. Arlindo desfilou em uma alegoria, emocionando o público.
Sua música permanece viva e seguirá inspirando futuras gerações de sambistas.




