PUBLICADO EM 18 de set de 2025

Anistia geral e irrestrita é impossível, diz Paulinho da Força

Relator Paulinho da Força afirma que anistia ampla e irrestrita é impossível e busca construir texto intermediário que agrade maioria da Câmara, sem extremos

Anistia geral e irrestrita é impossível, diz Paulinho da Força

Anistia geral e irrestrita é impossível, diz Paulinho da Força – Foto:  José Cruz/Agência Brasil

O deputado Paulinho da Força, relator do projeto de lei da anistia, afirmou nesta quinta-feira (18) que não apresentará uma proposta ampla, geral e irrestrita.

O parlamentar afirmou que o Partido Liberal, aliado de Jair Bolsonaro, já superou sua posição após uma reunião de longa duração com Hugo Motta.

Construção de texto intermediário

Paulinho ressaltou que construirá o texto “pelo meio”, buscando agradar à maioria da Câmara, mesmo que isso desagrade tanto a direita quanto a esquerda.

O debate gira em torno da anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo organizadores, financiadores e manifestantes presentes em Brasília.

Aliados de Bolsonaro defendem a inclusão do ex-presidente, condenado recentemente pelo STF a mais de 27 anos de prisão, no escopo da proposta de anistia.

Paulinho ressaltou que mantém diálogo “com esquerda” e “com direita”, pretende articular com governadores e espera colocar o relatório em votação já na próxima semana.

Ele explicou que cabe a ele “fazer o meio de campo”, conversando com diferentes bancadas para alcançar um texto capaz de obter maioria no plenário.

Redução de penas

Questionado sobre redução de penas em vez de anistia, o relator foi enfático: “nós não estamos mais falando de anistia”, sinalizando mudança no rumo das negociações.

A Câmara aprovou, na quarta-feira (17), a urgência da proposta, permitindo que o texto seja votado a qualquer momento, conforme a articulação entre os líderes parlamentares.

Resta definir se a proposta será restritiva, com apenas reduções de pena, ou se contemplará todos os envolvidos, incluindo lideranças e financiadores da trama golpista.

O Supremo condenou Bolsonaro por tentativa de golpe, organização criminosa e outros delitos, destacando sua pressão sobre militares para aderirem a um decreto inconstitucional.

As investigações revelaram planos que incluíam assassinar Lula, Alckmin e Moraes, reforçando a gravidade da trama golpista que agora é alvo do debate sobre anistia.

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