Clemente é um dos responsáveis por estudo realizado pelo Sindicato sobre acidentes de trabalho e mortes no setor metalúrgico em Osasco, que compreende período de uma década. O dirigente revela um quadro dramático. O levantamento analisou, em dez anos, 105 casos gravíssimos de acidentes e amputações. A cada cinco acidentes graves, uma morte.
A maioria das vítimas é jovem. Cerca de 54,3% dos acidentes atingiram metalúrgicos com até 35 anos, considerados jovens pela Organização Internacional do Trabalho. Dedos e mãos foram as partes mais atingidas, representando 60,7% do total. Acidentes fatais compõem 20% do estudo.
Para Clemente, esse cenário de guerra é resultado do descaso declarado e desmonte da fiscalização trabalhista. “Tínhamos 27 fiscais, esse número caiu pra cinco. Antes se atacava e buscava a solução. Hoje temos uma fiscalização burocrática, que leva em média um ano”, denuncia. Ele alerta: “Se não há fiscalização, não há como responsabilizar o culpado”.
O estudo será lançado dia 16 de julho, no 41º Ciclo de Debates sobre Saúde e Segurança
do Trabalho. Devido à pandemia, o evento se dará de medo virtual. “Queremos denunciar e alertar a sociedade pra essa situação. No que depender do poder público, nada vai mudar”, lamenta o dirigente metalúrgico.
A atividade acontecerá das 17 às 18h30 e terá participação da enfermeira Fernanda Giannasi (fundadora da Abrea), Margarida Barreto (médica do Trabalho) e Antônio Rebouças (advogado previdenciário).
Participe – Se inscreva pelo celia.assessoria@sindmetal.org.br, ecidadania@ecidadania.org.br ou pelo WhtasApp (11) 96078.0209. A atividade também será transmitida pelo Facebook do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, que permite a interação. Pra acessar a página, basta clicar aqui.
“Nosso objetivo é mobilizar cipeiros e profissionais da área de segurança do trabalho, pra mostrar o que está acontecendo.Também estamos em contato com os personagens dessas histórias para dar rosto a essas denúncias”, conta Clemente.
Live – Assista à entrevista na íntegra:
Parte 1
Parte 2
Informações – Acesse o site do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco
Fonte: Agência Sindical