PUBLICADO EM 15 de dez de 2017
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Fundacentro precisa urgente repor quadro de pessoal

Por Dalva Ueharo

Washington Santos, Maradona, coordenador da bancada dos trabalhadores na CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) fala sobre seu trabalho e sobre a Fundacentro.

Dalva: Qual é a importância da Fundacentro?
Washington Santos, Maradona – A Fundacentro é extremamente importante para os trabalhadores e, sobretudo, para toda sociedade. Isto porque a sua atividade principal detém o conhecimento e a expertise voltada à pesquisa e à prevenção dos acidentes e doenças do trabalho. Nestes 51 anos de existência, a instituição atua como pioneira no que se refere às pesquisas e estudos sobre segurança e saúde no trabalho. Fomenta ações e projetos promovendo a equidade social e à proteção do meio ambiente, como exemplo o Programa Nacional de Eliminação da Silicose (PNES), que a Fundacentro participa juntamente com outros parceiros.

Este foi um órgão de grande relevância no passado destinado à pesquisa e à elaboração das normas de segurança. Continua com estas atribuições?
Maradona – Sim, continua cumprindo um papel muito importante. Com a ratificação da Convenção nº 144 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que permite consultas tripartites para discutir e promover a aplicação das normas internacionais do trabalho. Tem assento na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), de maneira que sua contribuição é constante tanto na revisão quanto na construção de normas. A mais recente, que está hoje em processo de elaboração, trata das categorias dos trabalhadores da Limpeza Urbana, bem como,outras Normas Regulamentadoras (NR’s) que estão em pauta hoje na CTPP.

Quais as necessidades da Fundacentro?
Maradona – Como toda instituição que precisa se adequar a uma nova realidade, as coisas não são diferentes com a Fundacentro, que passa hoje por dificuldades financeiras e estruturais. Destaco que precisa urgentemente de reposição do seu quadro de pessoal, pois muitas aposentadorias já ocorreram e mais ocorrerão ao longo dos anos.

O que as centrais podem fazer para ajudar resgatar a Fundacentro, para impedir o seu fechamento?
Maradona – Na verdade, entendo que dentro desta nova realidade todo o movimento sindical precisa olhar com mais atenção com relação à Fundacentro. A importância que tem para a sociedade, principalmente para a classe laboral, e, diante dos novos desafios que temos pela frente, não se tratando somente da reforma trabalhista, que está trazendo uma nova visão na relação capital trabalho, como também nas novas tecnologias. Por exemplo, a Nanotecnologia; a inteligência artificial e outras sobre o mercado de trabalho. Neste sentindo, o papel da instituição se torna ainda mais fundamental. O movimento sindical, por das centrais sindicais, tem de cerrar fileiras na defesa e no fortalecimento da Fundacentro. Entendo que a principal ferramenta que a sociedade tem hoje nas mãos e que devemos sempre prestigiar é o tripartismo, que, por meio da CTPP e de forma democrática, possibilita a construção de um caminho bem tranquilo na busca do consenso nas discussões. No entanto, isto não quer dizer que não temos pedra no caminho. Mas ter a possibilidade de discutir com o equilíbrio nas representações em que participam trabalhadores, empregadores e governo, podendo, assim, nomear e implantar procedimentos voltados para os trabalhadores.

 

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