
Trabalhadores do setor de combustíveis no Pará se reúnem para discutir a Campanha Salarial 2026/2028 e reivindicações.
Trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência do estado do Pará reuniram-se no domingo (18), em assembleia convocada pela subsede da Federação, para deliberar a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026/2028. A data-base da categoria é 1º de janeiro. A subsede representa 72 municípios e cerca de 6 mil trabalhadores.
A pauta aprovada prevê a atualização dos benefícios conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2022/2023.
Principais pontos
- reajuste salarial de 11,35%,
- índice correspondente à inflação do período;
- auxílio-alimentação no valor de R$ 18,00 por dia trabalhado;
- cesta básica composta por 42 itens;
- Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) e;
- concessão de uma folga semanal extra para as mulheres da categoria.
Durante a assembleia, os trabalhadores também reafirmaram a defesa da proibição do autosserviço (self-service) nos postos de combustíveis e a reivindicação de que a homologação das rescisões contratuais seja realizada de forma presencial no Sindicato, com a presença do Ministério Público do Trabalho e do Dieese.
Para Helni Sarmento, representante da subsede, o encontro demonstrou o engajamento da categoria. “Os frentistas do Pará estão receptivos ao trabalho da subsede e reconhecem nosso compromisso com a defesa dos direitos e a conquista de aumento salarial”, afirmou.
As deliberações aprovadas vão compor a pauta que será apresentada na mesa de negociação com o setor patronal. Após a formalização, o documento será encaminhado e protocolado. A subsede também solicitará que a abertura das negociações ocorra ainda neste mês.
Federação
O presidente da Fenepospetro, Eusébio Pinto Neto, reforçou a importância da organização sindical no processo negocial.
“Com organização e determinação, buscaremos salários e benefícios dignos para os trabalhadores de todo o país”, afirmou.
Ele também destacou a necessidade de participação ativa da categoria. “O sindicato luta por avanços, mas só há força sindical com a participação dos trabalhadores. Por isso, companheiros, estejam ligados aos sindicatos e fortaleçam as negociações para que os benefícios sejam de todos”, concluiu.
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