
Seminário Limeira em Movimento debateu sustentabilidade
O STIAL – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região, em parceria com o partido Rede Sustentabilidade, promoveu no dia 20 de agosto o seminário “Limeira em Movimento: Iniciativas Sustentáveis para uma Cidade Viva”.
O encontro aconteceu na sede do sindicato e reuniu especialistas, lideranças sindicais e representantes da sociedade civil.
O foco foi:
- Economia circular;
- Comércio de carbono e;
- Preservação dos recursos hídricos.
E os palestrantes:
- Fernando Oliveira, sociólogo e porta-voz da Rede-SP, sobre Carbono Verde;
- Alinne Motta, mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Elo Negro Rede-SP, sobre Economia Circular;
- Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins, sobre Preservação de Mananciais.
A mediação foi feita pelo historiador Fábio Roland Müller, porta-voz da Rede em Limeira.
Economia Linear
Em sua apresentação, Alinne Motta alertou para os impactos da chamada economia linear, destacando dados alarmantes:
“A produção de uma calça jeans demanda de 7 a 8 mil litros de água”, ressaltou.
Ela reforçou a importância de adotar práticas de economia circular:
“Precisamos de mais envolvimento da sociedade e do poder público no estímulo a um modelo que priorize reutilização, preservação e consumo consciente”, disse, lembrando a existência de selos de referência no mercado.
Fiscalização no comércio de carbono
Já Fernando Oliveira destacou a necessidade de fiscalização no comércio de carbono para evitar fraudes que prejudicam a credibilidade do sistema:
“Foram descobertas muitas vegetações contabilizadas duas vezes, além de áreas não preservadas declaradas como preservadas. É preciso regulação, e esse é o papel dos governos”, disse, citando a Lei 15.042/2024, que regulamenta a prática no país.
Já Artur Bueno de Camargo fez um paralelo entre sua experiência na área rural de Limeira e a importância da preservação dos recursos hídricos. Ele criticou a situação da Represa Tabajara, hoje assoreada e abandonada, cobrando ações mais efetivas da prefeitura.
“Meu pai era um ambientalista sem saber, porque dependia daqueles recursos e os preservava”, contou.
Ele também lembrou a luta do STIAL contra as queimadas de cana, bandeira que resultou na proibição da prática no Estado de São Paulo.
Participação e engajamento sindical
Após as apresentações, o público pôde interagir com os palestrantes. Entre os presentes esteve o procurador jurídico da Câmara de Limeira, Valmir Caetano, representando o presidente Everton Ferreira.
Encerrando o seminário, o presidente do STIAL, Artur Bueno Júnior, reforçou a importância do engajamento dos trabalhadores em temas ambientais:
“É mais do que necessário que os trabalhadores e suas representações se envolvam com questões ambientais, especialmente neste ano de COP 30, que será realizada no Brasil.”
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