PUBLICADO EM 26 de ago de 2025

Em Seminário, STIAL debate sustentabilidade

Descubra a importância da sustentabilidade no seminário promovido pelo STIAL em Limeira. Economias circulares e preservação hídrica.

Seminário Limeira em Movimento debateu sustentabilidade

Seminário Limeira em Movimento debateu sustentabilidade

O STIAL – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região, em parceria com o partido Rede Sustentabilidade, promoveu no dia 20 de agosto o seminário “Limeira em Movimento: Iniciativas Sustentáveis para uma Cidade Viva”.

O encontro aconteceu na sede do sindicato e reuniu especialistas, lideranças sindicais e representantes da sociedade civil.

O foco foi:

  • Economia circular;
  • Comércio de carbono e;
  • Preservação dos recursos hídricos.

E os palestrantes:

  • Fernando Oliveira, sociólogo e porta-voz da Rede-SP, sobre Carbono Verde;
  • Alinne Motta, mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Elo Negro Rede-SP, sobre Economia Circular;
  • Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins, sobre Preservação de Mananciais.

A mediação foi feita pelo historiador Fábio Roland Müller, porta-voz da Rede em Limeira.

Economia Linear

Em sua apresentação, Alinne Motta alertou para os impactos da chamada economia linear, destacando dados alarmantes:

“A produção de uma calça jeans demanda de 7 a 8 mil litros de água”, ressaltou.

Ela reforçou a importância de adotar práticas de economia circular:

“Precisamos de mais envolvimento da sociedade e do poder público no estímulo a um modelo que priorize reutilização, preservação e consumo consciente”, disse, lembrando a existência de selos de referência no mercado.

Fiscalização no comércio de carbono

Já Fernando Oliveira destacou a necessidade de fiscalização no comércio de carbono para evitar fraudes que prejudicam a credibilidade do sistema:

“Foram descobertas muitas vegetações contabilizadas duas vezes, além de áreas não preservadas declaradas como preservadas. É preciso regulação, e esse é o papel dos governos”, disse, citando a Lei 15.042/2024, que regulamenta a prática no país.

Já Artur Bueno de Camargo fez um paralelo entre sua experiência na área rural de Limeira e a importância da preservação dos recursos hídricos. Ele criticou a situação da Represa Tabajara, hoje assoreada e abandonada, cobrando ações mais efetivas da prefeitura.

“Meu pai era um ambientalista sem saber, porque dependia daqueles recursos e os preservava”, contou.

Ele também lembrou a luta do STIAL contra as queimadas de cana, bandeira que resultou na proibição da prática no Estado de São Paulo.

Participação e engajamento sindical

Após as apresentações, o público pôde interagir com os palestrantes. Entre os presentes esteve o procurador jurídico da Câmara de Limeira, Valmir Caetano, representando o presidente Everton Ferreira.

Encerrando o seminário, o presidente do STIAL, Artur Bueno Júnior, reforçou a importância do engajamento dos trabalhadores em temas ambientais:

“É mais do que necessário que os trabalhadores e suas representações se envolvam com questões ambientais, especialmente neste ano de COP 30, que será realizada no Brasil.”

Leia também:

Federação da Alimentação empossa nova diretoria



COLUNISTAS

QUENTINHAS