
Luiz Carlos Motta, na FITIASP, discutiu a importância de jornadas de trabalho justas e a defesa da saúde dos trabalhadores.
Na manhã desta quinta (14), no Brás/SP, a FITIASP recebeu o deputado federal e presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, e o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, para uma agenda de diálogo focada nas pautas mais urgentes da classe trabalhadora.
A reunião contou com a presença de lideranças políticas e sindicais, marcando um momento de alinhamento entre o movimento sindical e o parlamento na defesa de direitos.
Jornada de Trabalho
Um dos temas de destaque a escala de trabalho 6×1 e o debate sobre jornadas mais humanas, como o modelo 4×3. Essa pauta mobilizou milhões de trabalhadores nas redes sociais e foi incorporada ao debate sindical devido ao seu impacto direto na saúde física e mental da categoria.
A defesa de mais dias de descanso não é apenas uma questão de conforto, mas de dignidade e preservação da saúde. Foram debatidas alternativas para reduzir o desgaste causado por jornadas longas e repetitivas, garantindo que não haja perdas salariais.
Isenção do IR para trabalhadores
Outro ponto debatido foi o projeto de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, caso aprovada, representaria um importante alívio no orçamento das famílias e funcionaria como um reforço de renda anual significativo. Os presentes defenderam que essa proposta seja discutida de forma ampla, sem que a compensação fiscal penalize os trabalhadores.
Tom de urgência
Em um momento marcante do encontro, o deputado Motta afirmou que: “É hora dos sindicatos aparecerem e pressionarem”. A frase reforçou o tom de urgência e mobilização que pautou toda a reunião, lembrando que avanços só virão com pressão organizada e presença constante dos sindicatos nos espaços de decisão.
Segundo Patah, com a escala 6×1, “os trabalhadores quase não têm descanso, não encontram tempo para o lazer, não conseguem estudar para se manter atualizados e mal encontram suas famílias. O único dia de descanso, quase sempre, é usado é para resolver problemas e se preparar para o retorno”. E a redução da jornada concederia ao trabalhador mais tempo para se preparar, com qualificação e requalificação.
A visita foi mais do que um ato simbólico — foi uma oportunidade para reafirmar a importância da união entre trabalhadores e suas entidades representativas na luta por condições de trabalho mais justas e por um sistema tributário que favoreça quem vive do próprio esforço.
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