PUBLICADO EM 01 de ago de 2025

Márcio Ferreira fala sobre efeitos do tarifaço sobre o setor pneumático

Entenda o tarifaço sobre o setor pneumático e suas consequências para a indústria brasileira e a competitividade nacional.

O tarifaço sobre o setor pneumático pode agravar os desafios já enfrentados pela indústria no Brasil.

O tarifaço sobre o setor pneumático pode agravar os desafios já enfrentados pela indústria no Brasil.

Em vídeo publicado nesta quinta, 31 de julho, o presidente do Sintrabor, Márcio Ferreira, dirigente do setor industrial pneumático, fez duras críticas às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Segundo ele, a medida afeta diretamente a competitividade da indústria nacional e representa uma retaliação política disfarçada de política comercial.

Márcio destaca que o setor de pneumáticas — responsável pela produção de equipamentos que utilizam ar comprimido em sistemas industriais — já enfrenta desafios estruturais no Brasil, como o custo elevado de produção e a concorrência desleal de mercados asiáticos. Com o novo tarifaço de Donald Trump, que estabelece sobretaxas de até 50% sobre diversos itens brasileiros, a situação tende a se agravar.

“Não se trata apenas de uma disputa comercial. Essa medida é uma forma de enfraquecer setores estratégicos do Brasil e impor uma dependência econômica ao país”, afirma.

Ele alerta que o impacto não se restringe às exportações: toda a cadeia produtiva interna será atingida, o que pode resultar em perda de empregos e fechamento de empresas nacionais.

E também denuncia o caráter seletivo das exceções feitas pelos Estados Unidos.

“Eles taxam setores onde somos mais competitivos e abrem exceções para aquilo que é de interesse deles. Isso desnivela ainda mais o jogo”, pontua.

Para ele, é urgente que o governo brasileiro reaja com firmeza e articule uma resposta diplomática, comercial e institucional.

Ao final do vídeo, o dirigente conclama a união de empresários, trabalhadores e autoridades para resistir ao que chamou de “uma nova forma de imperialismo econômico”. E reforça: “Nossa soberania industrial não pode ser negociada em troca de migalhas comerciais”.

Assista aqui o vídeo:

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