Colunista Sergio Luiz Leite (Serginho)

2020 – Um ano estratégico

Após viver a década da formalização da mão de obra, do crescimento da renda e do emprego, o Brasil fez uma inversão de trajetória e iniciou uma escalada pela informalidade a partir de 2017. O trabalho intermitente criado pela Reforma Trabalhista, por exemplo, serviu apenas para mascarar o desemprego com a “legalização do bico”, não foram assegurados direitos, renda ou mesmo arrecadação aos cofres públicos. Paralelamente, a política econômica subordinada aos interesses dos mercados financeiros internacionais impôs a venda do patrimônio nacional – entre privatizações e megaleilões – enquanto o país viu crescer internamente a pobreza e a desigualdade de forma drástica.

Da vertigem ao coma da democracia

Coma, do grego “sono profundo”, é um estado de inconsciência do qual a pessoa não pode ser despertada. Desde a vertigem sentida pela democracia brasileira com o impeachment de Dilma Rousseff da presidência, tal como bem retratado pela produção cinematográfica de Petra Costa (2019), o país tem avançado a passos largos rumo ao abismo.

Da vertigem ao coma da democracia

A assustadora lista do que já foi feito se apresenta tão somente como o preâmbulo da destruição democrática. O “Plano Mais Brasil” anunciado por Paulo Guedes consiste no próximo passo desta marcha acelerada, ou como os economistas progressistas têm chamado, o AI-5 econômico.

Contrato verde-amarelo e a precarização acelerada

Rotatividade entre jovens de 18 a 29 anos que recebem até 1,5 salário mínimo supera os 100%. MP 905 pode precarizar 5,6 milhões de contratos de trabalho já existentes

Qual reforma sindical queremos?

Talvez a unicidade sindical não mais atenda as exigências de um contemporâneo mercado de trabalho em profunda transformação. A atual forma de representação sindical não consegue abranger com qualidade as novas formas de contratação

100 anos da OIT e da luta pela humanização do trabalho

Em 2019 comemoramos os 100 anos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entidade criada com o fim da 1ª Guerra Mundial para discutir questões como desemprego, jornada de trabalho, proteção à maternidade, trabalho noturno e trabalho do menor

O abandono da política de valorização do salário mínimo

Neste Dia Internacional do Trabalho, data em que, historicamente, comemoramos conquistas e o fortalecimento da classe trabalhadora, infelizmente não temos boas notícias para comemorar. No último dia 15 de abril, o governo Bolsonaro encaminhou projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ao Congresso Nacional abandonando a política de valorização do Salário Mínimo Nacional – grande conquista dos trabalhadores brasileiros.

FEQUIMFAR – 61 Anos de lutas e conquistas!

No momento em que o movimento sindical sofre um forte ataque à sua liberdade e autonomia de organização, trabalhadores têm os seus direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados, retração da economia e desemprego crescente, nesse cenário, a nossa FEQUIMFAR, que agrega 33 sindicatos filiados e representa mais de 195 mil trabalhadores, completa 61 anos de história!

100 dias de governo Bolsonaro: desacertos e controvérsias

Até mesmo os bolsonaristas mais aguerridos têm dificuldade para defender o desgoverno que marca os 100 primeiros dias de Bolsonaro na presidência da República. A inabilidade política e a tentativa de perpetuação do clima de campanha eleitoral fazem de reféns os trabalhadores e toda a sociedade brasileira. O discurso do “nós honestos” contra “eles corruptos”, da “nova política” contra a “velha política”, se arrasta como se os problemas do país se resolvessem pelo controle da narrativa. O crescimento do desemprego no país, por exemplo, é uma verdade que aflige 13 milhões de brasileiros e não pode ser fantasiada pelo discurso do presidente ainda em ritmo de campanha.

Trabalhadores químicos serão especialmente prejudicados pela Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro se mostrou ainda mais cruel que aquela intentada por Temer em 2016. A PEC 06/2019 destrói a Seguridade Social conquistada pela sociedade brasileira e cristalizada na Constituição Federal. Para os trabalhadores e trabalhadoras que colocam sua saúde em risco trabalhando expostos a agentes nocivos (como por exemplo, calor, ruído, radiação, poeira, gazes etc.), a reforma da Previdência é especialmente prejudicial.